Fica 2024 divulga filmes selecionados.

Joao Ribeiro • 23 de abril de 2024


A lista dos filmes selecionados para a 25ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) foi divulgada na segunda-feira (22/4). Foram escolhidas 42 produções que passaram por uma rigorosa curadoria e concorrerão em uma das quatro mostras competitivas. A lista completa dos filmes selecionados está disponível no site oficial do festival. O evento está marcado para acontecer entre os dias 11 e 16 de junho, na cidade de Goiás.


Este ano, o Fica recebeu um número recorde de inscrições, totalizando 1.019 filmes de 77 países diferentes interessados em participar das mostras competitivas: Mostra Washington Novaes, Mostra de Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Mostra do Cinema Goiano e Mostra Becos da Minha Terra, voltada para produtores audiovisuais da Cidade de Goiás. O aumento significativo nas inscrições, quase o dobro da edição anterior, reflete a relevância do festival e o crescente interesse pela questão ambiental no cenário global.


As premiações do festival variam de R$ 5 mil a R$ 35 mil, além de troféus e menções honrosas. O diretor de programação do Fica, Pedro Novaes, atribui esse aumento de inscritos à reconhecida importância do festival, à crescente relevância da pauta ambiental e ao uso de uma nova plataforma de inscrições, a Film Freeway, que atrai festivais internacionais de renome.


Ao todo, foram selecionados 12 longas-metragens e 31 curtas ou médias metragens, com destaque para a presença de filmes brasileiros, estrangeiros e produções locais de Goiás. O Fica 2024 promete uma programação multicultural, com mostras competitivas, debates, atividades ambientais e atrações culturais, consolidando-se como um dos principais eventos do gênero no Brasil e no mundo.


Filmes selecionados:

 

MOSTRA WASHINGTON NOVAES

 

Longa-Metragens

 

1 - De Longe Toda Serra é Azul

 

From Afar Every Mountain Range is Blue

 

Brasil/Brazil (DF), 2023, Documentário/Documentary, 85'

 

Direção/Direction: Neto Borges

 

O indigenista Fernando Schiavini revisita lugares e aldeias por onde passou na década de 70, época em que pouco se conhecia sobre o "Brasil profundo". A história do indigenismo brasileiro narrada por quem a viveu e ajudou a escrevê-la a partir da linguagem da solidariedade.

 

2 - Itu Ninu

 

México/Mexico, Experimental, 72', 2023

 

Direção/Direction: Itandehui Jansen

 

 

No futuro não tão distante de 2084, Ángel encontra-se preso como um migrante climático numa cidade inteligente não especificada, sob vigilância constante. Em meio a uma existência sombria e opressiva, Ángel ganha a vida cultivando plantas, preservando a sabedoria murcha das sementes. Nessa paisagem desolada, ele cruza o caminho de Sofia, outra migrante climática que trabalha numa instalação de reciclagem. O destino entrelaça suas vidas quando um encontro casual revela uma conexão inesperada: uma linguagem compartilhada. Alimentando o desejo de Ángel por conexão humana e um vislumbre de esperança, ele estende a mão para Sofia. Ciente do onipresente monitoramento digital, Ángel decide comunicar-se com ela através do meio atemporal da caneta e do papel, promovendo um vínculo íntimo e clandestino. À medida que a sua correspondência secreta se desenrola, cresce uma amizade entre Ángel e Sofia, assim como o seu desejo de libertação do controle excessivo.


 

3 - Línguas da Floresta

 

Languages of the Forest

 

Brasil/Brazil (RJ), 2024, Documentário/Documentary, 72'

 

Direção/Direction: Juliana de Carvalho, Vicente Ferraz

 

 

Línguas da Floresta faz uma imersão na diversidade cultural amazônica através da história, das vivências e contradições de homens e mulheres que se dedicaram ao estudo das línguas dos povos originários dessa imensa região do planeta. O filme destaca a experiência acumulada no Alto Rio Negro, principalmente no município de São Gabriel da Cachoeira. Além dos seus mais de 100 mil km2, o município possui uma das maiores concentrações de idiomas do planeta: são 18 etnias se comunicando por meio de quatro grandes famílias linguísticas ramificadas em duas dezenas de idiomas, como seu grande rio que vem esgalhado desde as remotas cabeceiras, abrindo caminhos numa floresta grandiosa e diversa.


Se no começo foram os colonizadores e comerciantes que lá aportaram procurando compreender as línguas faladas no Alto Rio Negro para poder explorar o trabalho indígena, as missões católicas e evangélicas que seguiram tinham apenas a catequese como objetivo final, mesmo à custa do desaparecimento da cultura de muitos desses povos. Nessa região, podemos experienciar a história da colonização do Brasil. Na chegada dos colonizadores, viviam nessas terras 1.500 nações linguísticas, hoje, sobraram em torno de 150 línguas indígenas faladas no território Brasil. O filme mostra a herança Guarani da grande São Paulo, as pesquisas do Museu Goeldi, as trágicas perdas com o incêndio do Museu Nacional, a importante iniciativa da construção do Museu do Índio, hoje Museu dos Povos Indígenas, na então capital do Brasil. Línguas da Floresta homenageia o importante trabalho dos linguistas e instituições que se dedicam a estudar e proteger esse importante patrimônio humano, nossa língua, base de nossa identidade.

 

 

4 - Los Dias que Vivimos

 

The days we lived

 

Espanha/Spain, 2023, Documentário/Documentary, 109'

 

Direção/Direction: Chus Barrera, Pablo Barrio

 

Depois de um mês de atividade que deixou milhares de evacuados e centenas de casas destruídas, os habitantes do Vale do Aridane (La Palma, Ilhas Canárias) tentam conviver com um vulcão que continua o seu avanço destrutivo e cujo fim não parece próximo. À medida que a lava esculpe uma nova paisagem, também transforma os seus habitantes, virando as suas vidas de cabeça para baixo e depois reconstruindo-as das cinzas. Jornalistas, serviços de emergência, cientistas, turistas e vizinhos reúnem-se em infinitos cenários e situações do cotidiano. As suas histórias retratam um tempo e um espaço inusitados onde a natureza colocou aos seus pés humanos que olham incertos para o seu futuro e tentam recuperar o seu lugar no mundo.

 

 

5 - Não Haverá mais História sem Nós

 

No more history without us

 

Brasil/Brazil (PA), 2024, Documentário/Documentary, 76'

 

Direção/Direction: Priscilla Régis Brasil

 

Submersos no mar de greenwashing que os afoga diariamente, dois realizadores amazônicos resolvem denunciar, nesse manifesto em filme, as entranhas do histórico processo de invenção e exploração da floresta como um jardim do éden inesgotável. Entre Munique e Belém, eles revelam como o racismo e o preconceito, do Brasil e do mundo, até hoje se organizam na ideia do “vazio demográfico”, selvagem e incapaz de falar por si.

 

 

6 - Utopia Tropical

 

Tropical Utopia

 

Brasil/Brazil (DF), 2023, Animação/Documentário/Animation/Documentary, 77'

 

Direção/Direction: João Amorim

 

Utopia Tropical é um documentário que convida à reflexão sobre as questões políticas, sociais e econômicas que moldaram a América Latina. Por vezes tratados como ocupantes algo indisciplinados do quintal norte-americano, os povos da América Latina e particularmente do Brasil têm aqui sua proposta civilizacional e sua luta de independência contadas pelo linguista e analista político norte-americano Noam Chomsky e pelo diplomata brasileiro Celso Amorim. Ao mesmo tempo, personagens, testemunhas e analistas de quase um século de história, Chomsky e Amorim jogam luz sobre acontecimentos chave dessa caminhada e buscam as frestas que apontam para uma América Latina mais justa e plural. “A história não se repete, mas às vezes rima”, Mark Twain.

 

Curtas e Médias-Metragens

 

1- Bibiru: Kaikuxi Panena

 

Brasil/Brazil (SP/AP), 2023, Documentário/Documentary, 59'

 

Direção/Direction: Latsu Apalai, André Lopes

 

 

A história de Bibiru, um kaikuxi (cachorro) que ficou panena, sem sorte na caçada, e a tentativa de cura do seu dono Waranaré Wayana, para voltarem a caçar juntos. Numa intensa caçada, jovens aprendem sobre a origem dos cachorros ancestrais e os cuidados que devem continuar tomando ao caçar em seu território. Reflexões indígenas sobre as relações entre humanos e não-humanos ajudam a iluminar as próprias interações que os não-indígenas estabelecem com os animais dos quais se alimentam. Todas as imagens foram realizadas por jovens Wayana e Apalai, que aprendiam a filmar pela primeira vez na aldeia Bona (PA).

 

 

2 - Big Bang Henda

 

Portugal, 2023, Documentário/Documentary, 22'

 

Direção/Direction: Fernanda Polacow

 

 

Derrubar estátuas e símbolos, construir novas memórias, enquadrar a paisagem destruída, escrever cartas ao futuro, inverter dinâmicas de poder: Big Bang Henda é um documentário-poesia-manifesto sobre a obra do artista angolano Kiluanji Kia Henda. Ele nos leva numa viagem através das suas criações e reflexões, que estão na vanguarda do pensamento anticolonial, instando-nos a considerar como as gerações que cresceram durante ou após a guerra reinterpretam esse acontecimento.

 

 

3 - Consumidos

 

Consumed

 

Brasil/Brazil (GO), Animação/Animation, 15'

 

Direção/Direction: Caco Pereira

 

 

Lázaro anseia pelo prazer de comer num futuro onde a comida é um artigo de luxo e a maioria da população se alimenta de comprimidos.

 

 

4 - Floresta - Um Jardim que a Gente Cultiva

 

Forest - A Garden We Cultivate

 

Brasil/Brazil (SP), 2023, Documentário/Documentary, 42'

 

Direção/Direction: Mari Corrêa

 

 

O que tem a ver a vida das cidades com a vida dos indígenas? A luta pelo território é uma luta ultrapassada? É uma luta primitiva? É uma luta para voltar ao passado? Floresta - Um Jardim que a Gente Cultiva revela um novo olhar sobre as relações entre floresta e povos indígenas e seu papel fundamental no combate à crise climática para a garantia da nossa própria existência.

 

5 - Juvana de Xakriabá

 

Juvana of Xakriabá

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 25'

 

Direção/Direction: Silvana Beline

 

Em Juvana de Xakriabá, mergulhamos no Acampamento Terra Livre de 2019, onde Juvana, uma jovem estudante indígena, entrevista mulheres guerreiras de diferentes etnias, revelando histórias de luta, resistência e esperança. As narrativas destacam a importância da preservação das tradições ancestrais e a força das mulheres indígenas na defesa de seus territórios e na promoção da justiça ambiental. O curta celebra a resiliência das comunidades indígenas e destaca o papel fundamental das mulheres nessa luta.

 

6 - Little Baluches

 

Irã/Iran, 2024, Documentário/Documentary, 62'

 

Direção/Direction: Raya Nasiri

 

ShirAbad é um bairro no subúrbio da cidade de Zahedan, na província de Sistão-Baluchistão, no Irã, onde a população espera um futuro melhor, apesar de suas privações. Neste filme, tentamos retratar crianças cujos corações batem por um futuro brilhante…

 

7 - Madruga Bikes

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção: Larry Machado

 

 

Claudiomar Felipe, também conhecido como Madruga, é inventor e customizador de bicicletas e atualmente está reformando e reformando seu projeto mais antigo.

 

 

8 - The Water Manifesto: Osun (Water for Gold)

 

Nigéria/Nigeria, 2022, Documentário/Documentary, 51'

 

Direção/Direction: Anuoluwapo Adelakun

 

Este documentário expositivo investiga o mundo da mineração não regulamentada de ouro no estado de Osun, que causou a poluição do rio Osun e afetou o meio ambiente e os meios de subsistência de milhões de pessoas. Esta é uma jornada para descobrir todo um ecossistema de ganância e corrupção que coloca as gerações futuras em risco.

 

 

MOSTRA BECOS DA MINHAS TERRA

 

1 - Bdeery

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 13'

 

Direção/Direction: Hélio Simplício

 

O documentário acompanha a trajetória estudantil em uma universidade pública de uma estudante indígena Karajá na busca por conhecimento fora da aldeia. Busca refletir os desafios enfrentados por essa estudante em se manter na universidade e morar longe de sua aldeia e sua família. Sendo essa a realidade de muitos estudantes indígenas Brasil afora.

 

2 - chuva - este filme não é meu

 

rain - this movie is not mine

 

Brasi/Brazill (GO), 2023, Documentário/Documentary/Experimental, 14'

 

Direção/Direction: Antônio Fabrício Evangelista Barbosa

 

Composto por imagens e sons coletados na internet e ressignificados no processo de montagem, este ensaio poético-visual parte do itan “Obaluaiê tem as feridas transformadas em pipoca por Iansã”. Nessa reverência às iyabás Iansã, Nanã e Iemanjá, a potência de suas características e ritmos dão ensejo à uma reflexão sobre transformação, encantamento e movimentos cíclicos.

 

3 - Filme Método

 

Film Method

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 14'

 

Direção/Direction: Henrique Rocha Hernandes

 

Filme Método consistiu na produção de dispositivos pedagógicos que evocaram questões entre as relações entre cinema e educação com práticas aplicáveis de realização de formas de oficinas técnicas e teóricas com a turma do 9º ano, relacionando assim, através da memória, identidade e território, partindo pela história da professora Terezinha de Jesus Rocha, nomeada pelo reconhecimento do seu trabalho pedagógico em seus anos de vida na escola da Buenolândia.

 

4 - Nóia

 

Paranoia

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 3'

 

Direção/Direction: Vincent Glen Gielen, Gabriel Tavares

 

Por mais que se corra, há coisas nessa vida que não se pode escapar. Uma simples caminhada pode se transformar em uma fuga para resguardar a integridade física e a sanidade mental.

 

5 - Pop Star

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Ficção/Fiction, 8'

 

Direção/Direction: Arthur Oliveira Cintra, Lakshmi Hardy, Vincent Glen Gielen

 

Arthur Cintra é um músico que almeja fama e sucesso, mas sua vida parece não correr tão bem e seus sonhos distantes de serem concretizados. Porém, às vezes,  é preciso ir um pouco mais longe para se encontrar o tão almejado sucesso.

 

6 - Portellas na Estrada

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 17'

 

Direção/Direction: Coletivo 1º A.v.

 

A cidade de Goiás recebe diariamente turistas e cada um traz consigo histórias que merecem registro. Djalma Araújo esteve conosco, o Coletivo 1º A.v., em entrevista na entrada do IFG-Goiás. Compartilhou experiências de vida e seu atual modo de vida, morando em seu motorhome. Em seus assuntos, ele revelou sobre sua participação como testemunha ocular na história do cinema nacional, e as circunstâncias em que conheceu seu pai, com 70 anos de idade.

 

 

7 - Revolução dos Bustos

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 8'’

 

Direção/Direction: Antonio Carlos Gomes

 

Na cidade de Goiás, a chegada de um busto traz consigo um destino enigmático, envolvendo Serafim em uma caminhada pelas ruas e praças, em busca da revelação do mistério.

 

 

8 - Sujas de Carmim

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Ficção/Fiction, 15'

 

Direção/Direction: Silvana Beline

 

Duas mulheres de classes sociais diferentes, unidas pela paixão por um cantor brega, viajam do Sul e Centro-Oeste do Brasil até Minas Gerais para homenageá-lo após sua morte.

 

9 - Tempo Tormento

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 15'

 

Direção/Direction: Agla Manzan

 

Cecília é uma jovem escritora que luta contra o vazio emocional causado pela pandemia do Covid-19 e pela perda da namorada. Emily Dickinson, a famosa poeta do século XIX, surge para se tornar uma figura mentora em sua imaginação, inspirando-a a redescobrir sua poesia. Cecília embarca em uma jornada onírica de palavras e memórias.

 

10 - Yané Kérupi - Mulheres Indígenas Nas Artes

 

Yané Kérupi - Indigenous Women in Arts

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 11'

 

Direção/Direction: Saracura do Brejo

 

O Brasil inteiro é Terra Indígena, mas diante de um contexto de guerra que se estende há mais de 500 anos contra esses povos, como a arte feita por mulheres indígenas pode transformar esse cenário?

 

The whole of Brazil is Indigenous Land, but given a context of war that has been going on for more than 500 years against these peoples, how can art made by indigenous women transform this scenario?

 

MOSTRA DO CINEMA GOIANO

 

Longas-Metragens

 

1 - Capim Navalha

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 90'       

 

Direção/Direction: Michel Queiroz

 

 

Capim Navalha é um documentário de longa-metragem que retrata questões vividas de forma empírica por personagens trans na Chapada dos Veadeiros. Pessoas diferentes entre si, complexas por suas trajetórias retratadas em imagens, sons, territórios corporais, geografia, decoloniais, interseccionais, e suas vivências LGBTQIAPN+. O filme apresenta narrativas de genêro dissidentes, elaborando fricção e alteridade com análise sobre a biopolítica e a necropolítica que permeiam a sociedade nos cis-temas dentro do Centro-Oeste.

 

 

2 - Diaspóricas 2

 

Diasporics 2

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 75'

 

Direção/Direction: Ana Clara Gomes

 

A música brasileira é uma mulher negra e o encontro de mulheres em diáspora é capaz de ressignificar as opressões estruturais do racismo e do sexismo. As histórias das musicistas goianas Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa se cruzam em um encontro musical e ancestral inédito para rememorar o passado e pensar um afrofuturo de possibilidade ao povo negro. Elas são terra, fogo e ar que, quando se encontram, tornam-se o movimento das águas para fazer fluir a vida por meio da música.

 

Granada

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 71'

 

Direção/Direction: Benedito Ferreira

 

O bailarino Dom anda elegante com seu lenço de poá pelas ruas do centro de Goiânia enquanto o diretor Benedito Ferreira segue em seu esforço cotidiano de observação e fotografias da cidade. Uma tentativa de retrato, um breve diálogo e, de repente, os dois se sentam em um bar para conversar. Desse encontro fortuito, nasce uma amizade e um plano para um último e grandioso espetáculo de dança flamenca no Centro-Oeste do Brasil.

 

Curtas-Metragens

 

1 - A Chuva do Caju

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 21'

 

Direção/Direction: Alan Schvarsberg

 

No coração de um vale escondido nas profundezas do Brasil central, Seu Alvino e Dona Neusa plantam e colhem o que a terra dá, como o cajuzinho do cerrado e o baru. Após mais de dois séculos, o tempo continua passando lento no quilombo Vão de Almas, apesar da seca cada vez mais severa.

 

2 - Aurora Frugum

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Experimental, 11'

 

Direção/Direction: Dan Oliveira

 

Cores adulteradas, aromas artificiais e texturas enganosas. Uma experiência subversiva se desenrola, confrontando não apenas a percepção, mas também a moralidade por trás daquilo que consumimos.

 

3 - Mel Tamarindo

 

Brasil (GO), 2023, Experimental, 25'

 

Direção: Izabela Nascente

 

Mel Tamarindo é uma peça-filme da Cia. Ju Cata-Histórias criada a partir de três músicas de Siba Veloso. Suas composições trazem uma poética particular nas letras, com traços de humor e sagacidade e um mergulho em importantes tradições populares pernambucanas, como o Maracatu rural, a Ciranda e o Cavalo Marinho. Transitando entre as ideias sobre o tempo, o bicho-gente e a festa, presentes nas músicas escolhidas, os atores Kesley Rocha, Juliana Mado e Vinícius Bolívar, sob a direção de Izabela Nascente, dançam, encenam e transitam entre o universo onírico e o cotidiano.

 

4 - Pirenopolynda

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Izzi Vitório, Tita Maravilha, Bruno Victor

 

Em Pirenópolis, Goiás, a Festa do Divino acontece há 200 anos. Tita nasceu na pequena cidade e guarda memórias afetivas preciosas sobre a festa. Anos depois, ao revisitar essas memórias, a artista pretende reconstruir e retradicionalizar a festa sob um viés afetivo decolonial.

 

5 - Sobre a Cabeça os Aviões

 

Above the heads the airplanes

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 19'

 

Direção/Direction: Amanda Costa, Fausto Borges

 

A partir do crime que envenenou 92 pessoas em 2013, na Escola Municipal Rural São José do Pontal, em Rio Verde (GO), o curta-metragem revela os impactos da pulverização aérea de agrotóxicos na vida e no futuro de crianças em comunidades do campo em Goiás. Entre o encantamento e o medo, a narrativa é conduzida a partir de seus próprios olhares.

 

6 - Um Homem Nu

 

A Naked Man

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 21'

 

Direção/Direction: Viviane Goulart

 

Instigado com um acontecimento em seu bairro, Marcão mata sua curiosidade ao encontrar Jenny, a rainha da latada, que conta a ele sobre sua noite com Gilberto, e a surpresa feita por Primo e Rato.

 

MOSTRA DO CINEMA INDÍGENA E DE POVOS TRADICIONAIS

 

Longas-Metragens

 

1 - A Transformação de Canuto

 

Canuto's Transformation

 

Brasil/Brazil (PE/SP), 2023, Documentário/Documentary, 130'

 

Direção/Direction: Ariel Kuaray Ortega, Ernesto de Carvalho

 

Em uma pequena comunidade Mbyá-Guarani entre o Brasil e a Argentina, todos conhecem o nome Canuto: um homem que muitos anos atrás sofreu a temida transformação em uma onça e depois morreu tragicamente. Agora, um filme está sendo feito para contar a sua história. Por que isso aconteceu com ele? Mas, mais importante, quem na aldeia deveria interpretar o seu papel?

 

2 - Mátria Amada Kalunga

 

Beloved Mother Kalunga

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 70'

 

Direção/Direction: Lak Shamra, Thassio Freire

 

Após a calamidade pública da enchente do Rio Paranã de 2022, 27 mulheres kalunga de Goiás compartilham suas origens e seus cotidianos atuais.

 

3 - Sekhdese

 

Brasil (PE), Documentário, 86'

 

Direção: Graciela Guarani, Alice Gouveia

 

"Sekhdese" significa "sabedoria", em Yathê, língua do povo Fulni-ô, do Nordeste do Brasil. Sabedoria das mulheres indígenas, expondo a luta pela terra, cultura, meio ambiente e o etnocídio do qual são vítimas, pelas investidas das igrejas neopentecostais.

 

Curtas -Metragens

 

1 - Caminhos Ciganos

 

Romanies Paths

 

Brasil/Brazil (MT), 2023, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Aluízio de Azevedo

 

Codireção/Codirection: Rodrigo Zaiden, Karen Ferreira   

 

Os caminhos que levam ao universo romani em três países, Brasil, Portugal e França, são apresentados numa narrativa poética e intimista, inspirada na estética do premiado cineasta cigano Tony Gatlif, diretor de Lacho Drom (1992) e Gadjo Dilo (1997). Em destaque, as culturas ciganas vistas de dentro, valorizando imaginários próprios. A viagem começa com a família de um cineasta da etnia Calon, em Mato Grosso, que corta o Brasil e atravessa o Oceano Atlântico para reencontrar sua ancestralidade, registrando cada comunidade, seus personagens e cotidianos marcantes, nuances de manifestações culturais, modos de vida e tradições romani, como também denúncias de exclusão e perseguição históricas.

 

2 - Meada Cor Kalunga

 

Kalunga Color Hank

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Marta Kalunga, Alcileia Torres, Ana Luíza Reis de Sá

 

Assim como dois troncos de raízes fortes do Cerrado, as duas cumades Marta Kalunga e Dirani Kalunga preparam as meadas e o tingimento no quilombo Vão de Almas de Goiás.

 

3 - Nossa Terra

 

Our Land

 

Brasil/Brazil (AM), Documentário/Documentary, 14'

 

Direção/Direction: Maxwell Polimanti, Adriana Farias

 

O documentário Nossa Terra é uma jornada pela riqueza cultural e sabedoria ancestral dos agricultores indígenas da etnia Tuyuka, que habitam a região do Rio Negro, na Amazônia. Com mais de 300 variedades de plantas, frutas e vegetais cultivados, eles contribuem fornecendo alimentos saudáveis para uma cidade e mantêm uma relação íntima com a terra e suas tradições. Entre os destaques do filme, estão o “ajuri” e a “capoeira”, trabalho coletivo e processo do roçado, cujo cotidiano gira em torno da mandioca, elemento essencial de sua cultura e subsistência. Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, esse sistema agrícola é um testemunho vivo da harmonia dos povos-floresta, mas que está em risco pelos impactos das mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas que degradam o meio ambiente.

 

4 - Pyr

 

Brasil/Brazil (PA), 2023, Documentário/Documentary, 2'

 

Direção/Direction: Bepunu Kayapó

 

Kokopy prepara o urucum para pintar a família.

 

5 - Tuire, o gesto do facão

 

Tuire the gesture of the machete

 

Brasil/Brazil (PA), 2023, Documentário/Documentary, 9'

 

Direção/Direction: Simone Giovine, Coletivo Beture

 

A guerreira Tuire relata para o neto Patkore detalhes sobre o lendário gesto do facão na mobilização contra Belo Monte em Altamira.

 

6 - Vãnh gõ tõ Laklãnõ

 

Brasil/Brazil (SC), 2022, Documentário/Documentary, 25'

 

Direção/Direction: Barbara Pettres, Flávia Person, Walderes Coctá Priprá

 

Uma arqueóloga, um poeta, um pastor e kujá, uma professora e um cantor de rap remontam a história do seu povo, os Laklãnõ/Xokleng, habitantes do sul do Brasil: o tempo do mato, a quase extinção, a retomada da língua e cultura e o protagonismo político.



Por Joao Ribeiro 18 de agosto de 2026
O Festival Bananada está de volta a Goiânia depois de seis anos sem uma edição presencial e, entre os dias 18 e 23 de agosto, ocupa diferentes espaços da cidade com mais de 100 atrações. A programação mistura nomes consagrados, artistas em ascensão e uma forte presença da cena goiana. Para ajudar a navegar por tanta coisa boa, a Moov selecionou alguns dos shows que merecem entrar no radar — incluindo artistas que fazem parte da nossa própria casa e nomes fundamentais para entender a música produzida em Goiás. TERÇA-FEIRA, 18 DE AGOSTO 22h — Black Drawing Chalks Centro Cultural Martim Cererê Uma das bandas mais importantes do rock goiano, o Black Drawing Chalks é parada obrigatória para quem quer entender a história recente da música pesada produzida em Goiânia. O show ainda divide a noite com outros nomes fortes do rock, como Hellbenders e Deb and The Mentals. 23h — Hellbenders Centro Cultural Martim Cererê Para quem gosta de guitarra, peso e energia ao vivo, o Hellbenders é uma das apostas da noite. A banda representa bem a tradição roqueira de Goiânia e encerra a programação do Martim Cererê na terça-feira. QUARTA-FEIRA, 19 DE AGOSTO 20h40 — Banana Bipolar Centro Cultural Martim Cererê Nome da cena goiana que merece atenção, o Banana Bipolar aparece em uma noite especialmente interessante para quem quer descobrir artistas locais e acompanhar o lado mais independente do festival. 22h — Aquino Centro Cultural Martim Cererê A noite de quarta ganha outro destaque com Aquino, atração do Rio de Janeiro que entra na programação ao lado de artistas de diferentes regiões. É uma boa escolha para quem gosta de sair do circuito mais óbvio e descobrir nomes novos. 23h — Sótão Zona Pub Para quem quer mergulhar na cena independente goiana em um ambiente mais íntimo, Sótão é uma das apostas da noite. O show acontece no Zona Pub, que também recebe Vermute, Synx e Damah. QUINTA-FEIRA, 20 DE AGOSTO 22h — Felipe Cordeiro Centro Cultural Martim Cererê Felipe Cordeiro é um dos nomes interessantes da música brasileira contemporânea quando o assunto é misturar referências regionais, música pop e experimentação. É uma boa escolha para quem quer ampliar o repertório durante o festival. 22h40 — Giovani Cidreira Centro Cultural Martim Cererê O baiano Giovani Cidreira transita entre MPB, indie, eletrônica e experimentação. Um show para quem gosta de descobrir artistas que apontam novos caminhos para a música brasileira. 23h — Vitor Araújo + Kiko Dinucci Centro Cultural Martim Cererê Uma das combinações mais especiais da programação. Vitor Araújo e Kiko Dinucci unem experimentação, música instrumental e pesquisa sonora em um encontro que promete fugir do formato convencional de festival. De madrugada — Luxuosos Corações Zé Latinhas Para quem quer esticar a quinta, o coletivo paraense Luxuosos Corações toca durante a madrugada, dentro da programação do Zé Latinhas. Uma opção para transformar a noite de shows em pista. SEXTA-FEIRA, 21 DE AGOSTO A partir de sexta, o Bananada muda de escala e ocupa a Arena Bananada, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. 17h — Tobeats Circuito Tobeats E aqui a Moov tem um motivo especial para recomendar que você chegue cedo: Tobeats é um dos nossos locutores e também integra a programação do festival. É uma oportunidade de acompanhar o Tobeats em outro formato e, de quebra, já começar a maratona de shows. 22h — Rancore Palco Bananada Um dos retornos mais aguardados da programação. O Rancore representa uma geração importante do rock alternativo brasileiro e deve entregar um dos momentos mais intensos da sexta-feira. 23h40 — Boogarins toca Clube da Esquina Palco Bananada Um dos shows imperdíveis de todo o festival. Os goianos do Boogarins revisitam o repertório de Clube da Esquina, colocando sua identidade psicodélica sobre um dos discos fundamentais da música brasileira. Um encontro especialmente simbólico para um festival que nasceu em Goiânia. Depois — Fuga @ Seiva Seiva After Bananada Para quem ainda tiver energia, a sexta continua madrugada adentro no after Fuga, na Seiva Seiva, com Gui Scott, JSTNO, Dudax, Alienato e Godinho. SÁBADO, 22 DE AGOSTO 19h10 — Arnaldo Antunes Palco Petrobras Um dos grandes nomes da música brasileira chega ao Bananada com um repertório que atravessa décadas. Uma boa porta de entrada para quem quer combinar o lado histórico e contemporâneo do festival. 20h — Julia Mestre Palco Bananada Julia Mestre é um dos nomes interessantes da nova geração da música brasileira. Seu pop sofisticado combina com a proposta do Bananada de colocar artistas emergentes ao lado de nomes consagrados. 20h40 — Tulipa Ruiz Palco Petrobras Uma das vozes importantes da música independente brasileira das últimas décadas. O show de Tulipa é uma ótima escolha para quem gosta de canção, experimentação e arranjos cuidadosos. 21h30 — Felipe Cordeiro + Manoel Cordeiro Palco Bananada Pai e filho no mesmo palco: Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro apresentam um encontro que conecta diferentes gerações da música paraense. Uma apresentação que reúne identidade regional e invenção. 22h10 — Gaby Amarantos Palco Petrobras Gaby Amarantos é garantia de festa. A cantora leva para o festival a mistura de tecnobrega, pop, ritmos amazônicos e muita presença de palco. Se a ideia é dançar, esse é um dos horários para marcar. 23h20 — Móveis Coloniais de Acaju Palco Bananada Outro retorno que merece atenção. A banda brasiliense tem uma história importante na cena independente e é conhecida por apresentações energéticas e participativas. 0h30 — DJ Tubas Palco Bananada Para quem acha que o festival termina depois dos shows de banda, DJ Tubas está aí para provar o contrário. Figura importante da cena urbana goiana, Tubas leva ao Bananada sua pesquisa e atuação dentro do eletrofunk, colocando a pista no centro da madrugada. O set acontece logo depois de Móveis Coloniais de Acaju e segue até 1h40. DOMINGO, 23 DE AGOSTO 19h10 — Tuyo Palco Petrobras O trio paranaense Tuyo é uma boa escolha para quem procura uma apresentação mais atmosférica e emocional. A banda mistura pop, R&B, eletrônica e elementos de música brasileira. 20h — Jadsa Palco Bananada Jadsa está entre os nomes mais inventivos da nova música brasileira. Seu trabalho mistura rock, MPB, psicodelia e experimentação, e o show é uma oportunidade de descobrir uma artista que vem ganhando espaço na cena independente. 20h40 — Mateus Fazeno Rock Palco Petrobras Um dos nomes interessantes da nova geração do rock brasileiro. Mateus Fazeno Rock transforma experiências periféricas, guitarras e referências diversas em um som muito próprio. 21h30 — Tássia Reis Palco Bananada Tássia Reis é uma das vozes importantes do rap brasileiro contemporâneo. Com uma trajetória marcada por personalidade e sofisticação musical, é uma das apresentações que merecem atenção no domingo. 22h10 — BaianaSystem Palco Petrobras Aqui é difícil ficar parado. BaianaSystem reúne guitarra baiana, dub, eletrônico, rap e ritmos brasileiros em um show construído para movimentar o público. É uma das grandes atrações do encerramento. 23h20 — Don L Palco Bananada Depois do BaianaSystem, Don L assume o palco com um dos trabalhos mais respeitados do rap nacional. Uma boa escolha para quem ainda quiser continuar a noite em outra frequência. 0h20 — MU540 B2B Bamboy Palco Bananada Para fechar oficialmente a programação, o encontro de MU540 e Bamboy aposta na pista e na experimentação eletrônica. Uma maneira de terminar o Bananada dançando. SE EU TIVESSE QUE MONTAR UMA ROTA MOOV Para quem quer organizar a agenda sem tentar abraçar os mais de 100 shows, esta é uma seleção possível: Black Drawing Chalks — 18/8, 22h Vitor Araújo + Kiko Dinucci — 20/8, 23h Tobeats — 21/8, 17h Rancore — 21/8, 22h Boogarins toca Clube da Esquina — 21/8, 23h40 Arnaldo Antunes — 22/8, 19h10 Tulipa Ruiz — 22/8, 20h40 Gaby Amarantos — 22/8, 22h10 DJ Tubas — 22/8, 0h30 Tássia Reis — 23/8, 21h30 BaianaSystem — 23/8, 22h10 MU540 B2B Bamboy — 23/8, 0h20 Mas a principal dica é não ficar apenas nos nomes mais conhecidos. O Bananada nasceu justamente da ideia de aproximar públicos, cenas e artistas diferentes, e a edição de 2026 mantém essa característica ao espalhar 102 atrações por 12 espaços de Goiânia. Programação completa: @festivalbananada
Por Ana Paula Lira 10 de agosto de 2026
Exposição reúne pinturas inspiradas em artistas e manifestações da cultura hip-hop goiana e destaca o movimento como espaço de resistência, identidade e pertencimento Mais do que música, dança ou grafite, o hip-hop é uma expressão cultural que transforma as ruas em espaços de encontro, resistência e construção de identidade. Em Goiás, essa cultura se manifesta nas batalhas de rap, nos grafites espalhados pela cidade, nos movimentos do breaking e nas pick-ups dos DJs. É nesse cenário que surge o projeto “Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela”, iniciativa dedicada a documentar, preservar e reinterpretar artisticamente a cena do hip-hop goiano. O projeto combina fotografia, pintura e relatos para registrar trajetórias de artistas e personagens que fazem parte dessa história. A pesquisa que deu origem ao trabalho acompanhou, durante um ano, diferentes manifestações da cultura hip-hop no estado. A partir desse processo, foram produzidas 12 pinturas inspiradas em figuras e referências importantes do movimento. As obras não buscam apenas reproduzir imagens, mas traduzir em pintura a força, a memória e a pulsação de uma cultura construída nas ruas. Uma história de resistência O hip-hop chegou a Goiás entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990, quando jovens das periferias de Goiânia passaram a incorporar elementos do movimento surgido nos bairros periféricos de Nova York. Rap, breaking e grafite ganharam espaço como formas de expressão, identidade e resistência. Nas décadas seguintes, coletivos, batalhas de rap e eventos independentes ajudaram a fortalecer a cena. As ruas se consolidaram como espaços de criação e convivência, enquanto o movimento passou a conquistar reconhecimento institucional. Entre os marcos dessa trajetória estão a Lei Estadual nº 16.106/2007, que criou o Dia Estadual do Hip-Hop, e a Lei Municipal nº 10.870/2022, que declarou o hip-hop patrimônio cultural imaterial de Goiânia. Hoje, a cultura hip-hop está presente em diferentes cidades goianas, como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Cidade de Goiás. O movimento mantém suas raízes na cultura de rua, mas também ocupa novos espaços, dialoga com diferentes linguagens e se conecta a projetos culturais e novas mídias. Memória coletiva Para além do aspecto artístico, “Ruas e Cores” propõe um registro da memória coletiva do hip-hop em Goiás. Os depoimentos reunidos no projeto dão voz a artistas e protagonistas da cena, mostrando como a cultura pode abrir caminhos, fortalecer comunidades e criar novas possibilidades para jovens das periferias. A proposta também é dar visibilidade a uma produção cultural que, muitas vezes, permanece à margem dos grandes registros históricos. Ao reunir diferentes trajetórias, o projeto ajuda a preservar parte da história do hip-hop goiano e a aproximá-la de um público mais amplo. A iniciativa evidencia ainda a relação entre tradição e inovação. Enquanto mantém elementos que estão na origem do movimento, o hip-hop goiano continua encontrando novas formas de expressão e ocupando diferentes territórios. Assim, entre telas, fotografias e relatos, “Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela” transforma experiências da cultura urbana em memória e arte, destacando a potência de um movimento que há décadas utiliza a criatividade como ferramenta de resistência, pertencimento e transformação social. Serviço Exposição: Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela Local: Museu das Bandeiras, Cidade de Goiás Período: até o final de agosto de 2026
Por Joao Ribeiro 30 de julho de 2026
O DJ Brenno Paixão, natural de Inhumas, Goiás, vem se consolidando como um dos principais nomes do eletrofunk brasileiro. O artista mistura batidas eletrônicas com elementos do funk universitário e conquistou uma forte presença nas plataformas digitais, com mais de 2,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify e mais de 150 milhões de visualizações no YouTube. Entre os destaques da carreira está o sucesso “Rua do Ouro”, que permaneceu por 8 semanas no Top 50 das músicas mais ouvidas, reforçando a força do eletrofunk goiano no cenário nacional. O DJ também acumula grandes marcas na carreira, com três discos de ouro e um disco de platina pelos números alcançados por seus lançamentos. Brenno Paixão também levou sua música para fora do Brasil, com apresentações internacionais em países da Europa, passando por cidades como Londres, Paris e Bruxelas. Suas produções já se tornaram presença constante em festas, eventos e pistas pelo país. Agora, o artista também aparece na campanha de “For Your Consideration” do Latin Grammy, etapa em que músicas e projetos inscritos ficam disponíveis para avaliação dos votantes da premiação. A participação nessa fase não significa uma indicação oficial, mas representa o reconhecimento e a busca por espaço internacional para a música produzida em Goiás.
Por Joao Ribeiro 30 de julho de 2026
O rapper carioca Major RD vive uma nova fase da carreira e faz questão de mostrar essa transformação em seu mais recente álbum, "ALFA". Em entrevista ao portal Tenho Mais Discos Que Amigos!, o artista afirmou que o novo trabalho representa um momento de amadurecimento, no qual o sucesso deixa de ser apenas uma conquista pessoal para dar espaço às responsabilidades com a família, os fãs e as pessoas que fazem parte da sua trajetória. Segundo Major RD, cada álbum retrata uma etapa diferente da própria vida. Enquanto Troféu refletia o sonho de conquistar espaço no rap nacional e Ascensão do Cisne Negro registrava o impacto de alcançar esse objetivo, "ALFA" apresenta um artista que passou a enxergar o sucesso por outra perspectiva. "Hoje eu falo muito mais da minha família, das pessoas que dependem de mim. Durante o disco inteiro eu volto para esse assunto: minha mãe, meu pai, minha filha. É disso que o ALFA fala", destacou o rapper. Além das reflexões sobre família e responsabilidade, o álbum também aborda temas como fé e legado. A capa do projeto faz uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida, reforçando a espiritualidade presente neste momento da vida do artista. Outro destaque do disco é a participação de MV Bill, um dos grandes nomes do rap brasileiro e uma das principais referências de Major RD. Para o rapper, dividir uma faixa com um de seus ídolos representa um dos momentos mais marcantes da carreira. Com "ALFA", Major RD mostra uma evolução artística e pessoal, apresentando um trabalho que vai além da celebração das conquistas. O álbum traz um olhar mais maduro sobre a vida, colocando em evidência os desafios de quem se tornou referência para uma nova geração do rap nacional e entende que o sucesso também significa cuidar de quem está ao seu lado.
Por Joao Ribeiro 27 de julho de 2026
Anitta chegou com um dos projetos mais aguardados do ano e mostrou que sua aposta vai muito além dos hits. Em “EQUILIBRIVM II”, novo álbum de estúdio da cantora, a artista reúne diferentes gerações da música brasileira em um trabalho marcado por encontros, diversidade e muita identidade. O disco conta com 17 faixas inéditas e traz participações de nomes gigantes como Maria Bethânia, Alceu Valença e Mart'nália, além de artistas da nova cena e representantes de diferentes estilos musicais. Entre os destaques do álbum estão “Ogum Me Rodeia”, com Maria Bethânia, “Não Me Cutuca”, parceria com Alceu Valença, e “Feitiço”, que conta com a participação de Mart'nália. O projeto também reúne nomes como MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, King Saints, Los Brasileros, Katú Mirim, Letícia Fialho, Brô MC's, Kbrum e o Grupo Ofá. Segundo Anitta, a construção do álbum manteve a mesma proposta da primeira parte de “EQUILIBRIVM”: criar conexões entre artistas e valorizar diferentes sons da música brasileira. O trabalho foi desenvolvido em um ambiente de colaboração, com encontros criativos e muita troca entre os participantes. A tracklist de “EQUILIBRIVM II” traz: Você Já Sabe (feat. Los Brasileros) Sal Grosso (feat. Kbrum) Não Me Cutuca (feat. Alceu Valença) Eu Não Sou Santa (feat. Mestrinho) Feitiço (feat. Mart'nália) Ponta do Pé Abre Caminho (feat. Alexandre Carlo) Tudo Isso Sem Pressa (feat. MC Tha) Deus Mãe (feat. King Saints) Ogum Me Rodeia (feat. Maria Bethânia e Letícia Fialho) Contemplação (feat. Grupo Ofá) Pra Você Gostar de Mim Divino Sexual Azul Respira OKE (feat. Brô MC's e Katú Mirim) Com “EQUILIBRIVM II”, Anitta aposta em uma mistura de ritmos, culturas e histórias, reforçando seu papel como uma artista que busca conectar o pop, a música urbana e as raízes brasileiras em um mesmo projeto. O álbum chega em um momento de grande destaque para a cantora, que também vem conquistando números expressivos nas plataformas digitais e colocando várias faixas entre as mais ouvidas do Brasil.
Por Joao Ribeiro 24 de julho de 2026
Artistas, produtores, estudantes e trabalhadores da cultura já podem garantir vaga no ATAC Pro, circuito gratuito de formação cultural e criativa que acontece entre os dias 31 de julho e 30 de agosto , em Goiânia. A iniciativa reúne mais de 30 palestras, oficinas e rodas de conversa voltadas à qualificação profissional e ao fortalecimento da economia criativa.  Realizado pelo Instituto BR e Prospera , com produção, curadoria e idealização da Associação dos Trabalhadores em Arte e Cultura (ATAC) , o projeto oferece uma programação diversificada, contemplando áreas como música, audiovisual, artes visuais, moda, gastronomia, gestão cultural, branding, agroecologia e produção de eventos. As atividades acontecem principalmente na sede do Coletivo Centopeia , no Setor Sul. O quarto ciclo, dedicado às artes visuais, será realizado na Cerrado Galeria de Arte . As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://shre.ink/atacpro . As vagas são limitadas. Entre os destaques da programação estão profissionais reconhecidos nacionalmente, como a estilista Naya Violeta , primeira goiana a apresentar uma coleção autoral na São Paulo Fashion Week; o chef e pesquisador Humberto Marra , referência na valorização da gastronomia do Cerrado; a produtora executiva Cecília Brito , da Rensga Produções; o músico Rafael Tupã , ex-integrante da banda Francisco, el Hombre; e o fotógrafo Diego Bresani , indicado ao Prêmio PIPA 2026. Também integram a programação nomes da cena cultural goiana que vão compartilhar experiências sobre produção independente, captação de recursos, gestão de projetos, circulação artística e desenvolvimento de carreira. Segundo o fundador da ATAC, Vitor Cadillac , o programa nasce com o objetivo de fortalecer quem faz a cultura acontecer. "A ATAC nasceu articulando pessoas, projetos e territórios. O ATAC Pro é um passo natural dessa trajetória: transformar essa capacidade de conectar saberes em formação, desenvolvimento profissional e novas oportunidades para os trabalhadores da cultura", afirma. O formato da programação foi pensado para atender públicos com diferentes rotinas, oferecendo atividades nos períodos da manhã, tarde e noite. Não há exigência de experiência prévia para participar e, salvo indicação específica, todas as atividades são abertas ao público. Criada em 2026, a Associação dos Trabalhadores em Arte e Cultura (ATAC) busca fortalecer trabalhadores da cultura, estimular redes colaborativas e ampliar as oportunidades de formação e circulação artística em Goiânia. Programação completa CICLO 1 – Coletivo Centopeia Local: Av. Cora Coralina, nº 140 – Setor Sul 31 de julho (sexta-feira) 14h – Vaca Amarela 25 Anos: Gestão, Desafios e Evolução – João Lucas 1º de agosto (sábado) 9h – Oficina VERDEJÁ – PANCS: Plantas Alimentares Não Colonizadas – Humberto Marra 14h – Produção Artística Independente – João Lucas 2 de agosto (domingo) 9h – Criando Soluções Inovadoras para a Cultura – Alexandre Andrade 14h – Conectando Marcas e Eventos: Primeiros Passos – Thiago Nunes CICLO 2 – Coletivo Centopeia 7 de agosto (sexta-feira) 14h – Captação Criativa no Audiovisual – Julielly Roberta 8 de agosto (sábado) 9h – Oficina Trocas Criafetivas – Naya Violeta 14h – Ser Circense: Contornar o Corpo de Sentidos de Si para a Criação – Lucienne Machado 9 de agosto (domingo) 9h – Estratégias de Marca para Projetos Culturais – Fernanda Machado de Souza 14h – Produção Executiva no Audiovisual – Cecília Brito CICLO 3 – Coletivo Centopeia 13 de agosto (quinta-feira) 18h30 – Oficina de Ponto Cruz – Eurides Teixeira 14 de agosto (sexta-feira) 14h – Oficina de Violão Brasileiro: Introdução às Levadas Afro-brasileiras – Lucas Barbosa 14h – Minha Música, Minha Carreira: Gestão de Carreira a partir da Experiência do Artista – Rafael Tupã 15 de agosto (sábado) 9h – Oficina VERDEJÁ – PANCS – Humberto Marra 14h – Beatmaking: Criatividade, Técnica e Identidade Sonora – Devito Cxrleone 16 de agosto (domingo) 9h – Oficina de Design Floral Tropical: A Arte da Cenografia com Flores – Luiz Carlos 9h – Oficina de Trocas: Diálogos sobre Minha Trajetória na Gastronomia – Iglê Silva 14h – Oficina de Pandeiro para Iniciantes: Ritmos Afro-brasileiros – Ícaro Luã 14h – Oficina Recria: Fazendo Moda com o Resíduo que Você Descarta – Rochelle Patricia
Por Joao Ribeiro 16 de julho de 2026
A música latina ultrapassa fronteiras, idiomas e estilos. Essa é a proposta do novo Open Mic gravado no estúdio da Meta, em São Paulo, que reúne Jade Baraldo e Choice em uma celebração da diversidade sonora do universo latino. Com produção musical de SH1FT e realização em parceria com a Shake Music, a sessão coloca lado a lado referências do Caribe e do Brasil em interpretações que conectam gerações. No projeto, os artistas revisitam dois sucessos que marcaram diferentes momentos da música: “Despacito”, de Luis Fonsi e Daddy Yankee, fenômeno porto-riquenho que levou o reggaetón ao público global, e “Você Me Vira a Cabeça (Me Tira do Sério)”, clássico do samba brasileiro eternizado por Alcione, com composição de Chico Roque e Zenith. O encontro propõe uma nova leitura para essas obras, preservando a essência dos originais enquanto apresenta uma identidade própria dos intérpretes. A mistura entre a potência vocal de Jade Baraldo e a presença rítmica de Choice cria uma ponte entre o pop latino, o samba e o rap, mostrando como diferentes vertentes da música podem dialogar. “Tem músicas que fazem parte da história da música e outras que fazem parte da história das pessoas. Essas duas conseguiram ser as duas coisas”, afirma Jade Baraldo sobre a escolha do repertório. Choice destaca a importância de respeitar o legado das canções: “A preocupação não era reinventar e sim não quebrar a essência delas”. Para Jade, a gravação de “Você Me Vira a Cabeça” teve um significado especial. A artista compartilhou que a experiência ao lado de Choice e SH1FT foi diferente de outros trabalhos realizados anteriormente, justamente por trazer uma nova perspectiva para um clássico da música brasileira. “Regravamos ‘Você Me Vira a Cabeça’, da loba Alcione, pro novo Open Mic da Meta e foi diferente de qualquer coisa que já fizemos”, comentou a cantora. Natural de Brusque, em Santa Catarina, Jade Baraldo ganhou projeção nacional após participar do The Voice Brasil e alcançar destaque com o single “Brasa”, que chegou ao topo do Spotify Viral Brasil. A cantora também passou pelo Rock in Rio e teve músicas incluídas em trilhas de novelas da Globo, construindo uma trajetória marcada pela versatilidade entre pop, rock, indie e MPB. Choice, nascido em Niterói, é um dos nomes de destaque da nova geração do rap brasileiro. Revelado nas batalhas de rima, o artista ganhou reconhecimento em projetos como Poesia Acústica e Favela Vive 3, além de colaborações com nomes como Gabriel o Pensador, Hamilton de Hollanda e João Bosco. Sua trajetória reúne influências do hip hop, do rock e da música brasileira. A sessão reforça a ideia de que a música latina é formada por múltiplas identidades. De San Juan a São Paulo, do reggaetón ao samba, as versões apresentadas por Jade Baraldo e Choice mostram que grandes canções continuam ganhando novos significados quando atravessam diferentes vozes e culturas. O conteúdo foi divulgado em um Reel exclusivo no Instagram da Meta em colaboração com os artistas, com lançamento oficial das faixas nas plataformas digitais previsto para 25 de junho. Sobre a Shake Music A Shake Music é uma plataforma de desenvolvimento de artistas independentes que combina distribuição digital, inteligência artificial e ferramentas de engajamento. Em seu terceiro ano de atuação, a empresa atende centenas de artistas e labels no Brasil e no exterior.
Por Joao Ribeiro 14 de julho de 2026
Um dos maiores nomes da música eletrônica mundial na atualidade, o DJ e produtor britânico James Hype será a principal atração da terceira edição da Pitoresca , que acontece na noite de 6 de setembro , véspera do feriado da Independência, na Vinícola Paraíso , em Pirenópolis (GO). O artista chega ao estado logo após sua apresentação no Rock in Rio 2026 , marcada para o dia 5 de setembro, e fará um set exclusivo em Goiás. Reconhecido por suas performances técnicas, mixagens ao vivo e sucessos como Ferrari, Lose Control e Drums, James Hype é um dos DJs mais requisitados da cena eletrônica internacional e acumula apresentações nos principais festivais e clubes do mundo. Além do britânico, a programação reúne outros nomes de destaque da música eletrônica. O brasileiro Volkoder , referência na house music nacional e com lançamentos por importantes gravadoras internacionais, também integra o line-up. Outro confirmado é D-Nox , DJ e produtor alemão radicado no Brasil, considerado um dos principais representantes do progressive house e presença constante em festivais nacionais e internacionais há mais de duas décadas. Música, vinho e natureza Realizada em meio aos parreirais da Vinícola Paraíso, a Pitoresca consolidou uma proposta que une música eletrônica, gastronomia, enoturismo e contato com a natureza. Nesta terceira edição, a organização ampliou a estrutura do evento, desenvolvendo um palco e uma cenografia pensados para valorizar a paisagem da propriedade e proporcionar uma experiência imersiva ao público. Durante toda a noite, os participantes poderão aproveitar operações gastronômicas harmonizadas com os vinhos produzidos na própria vinícola, além de degustações especiais e ativações de marcas parceiras. A expectativa é receber visitantes de diferentes estados brasileiros durante o feriado prolongado, reforçando o potencial turístico de Pirenópolis, um dos destinos mais procurados de Goiás. Novo camarote estreia nesta edição Entre as novidades deste ano está o Camarote Château , novo espaço premium da Pitoresca. Com capacidade limitada para mil pessoas, o setor oferecerá vista privilegiada para o palco, bares e banheiros exclusivos, além de acesso à área dos tonéis de vinho, localizada em um dos pontos mais altos da vinícola. O evento também contará com o tradicional setor Frontstage. Serviço Pitoresca 2026 Data: 6 de setembro de 2026 Horário: das 22h às 9h Local: Vinícola Paraíso – Pirenópolis (GO)
Por Joao Ribeiro 3 de julho de 2026
Após sete anos sem lançar um álbum de estúdio, Rincon Sapiência está de volta com "Um Corpo Preto", seu terceiro trabalho de estúdio. Lançado no dia 30 de junho, pelo selo MGoma, o projeto chega às plataformas digitais como uma obra que coloca no centro da narrativa as vivências do corpo preto, a ancestralidade e a potência criativa da música negra. Com 17 faixas, o rapper paulistano apresenta um trabalho que amplia sua pesquisa musical ao transitar por diferentes sonoridades, como rap, samba, reggae, dancehall, afrobeats, funk e música eletrônica. A proposta reafirma a identidade artística de Rincon, conhecido por romper fronteiras dentro do rap nacional sem abrir mão das críticas sociais, da estética afrocentrada e da valorização da cultura negra. Além da diversidade sonora, o álbum reúne participações especiais de Péricles, Dino D'Santiago, Lino Krizz, Funk Buia, Mylena Drague, Marissol Mwaba, Torya, F7rança e Bren9ve, ampliando os diálogos entre diferentes gerações e expressões da música de matriz africana. "Um Corpo Preto" se apresenta como um manifesto artístico sobre identidade, pertencimento e resistência. Ao longo das faixas, Rincon propõe reflexões sobre o significado de existir em um corpo preto na sociedade contemporânea, transformando experiências individuais e coletivas em música. O lançamento sucede "Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps" (2019) e reforça a evolução da trajetória iniciada com "Galanga Livre" (2017), álbum que consolidou Rincon Sapiência como um dos principais nomes da nova geração do rap brasileiro. Com uma produção que mistura ritmos da diáspora africana e letras marcadas por consciência social, criatividade e experimentação, "Um Corpo Preto" reafirma o compromisso do artista em expandir os horizontes da música brasileira, celebrando a cultura negra e suas múltiplas possibilidades de expressão. O álbum já está disponível em todas as principais plataformas de streaming.
Por Joao Ribeiro 16 de junho de 2026
Os fãs da música urbana já podem se preparar para um dos grandes encontros do ano. A Tribo da Periferia e Hungria foram confirmados na programação do Copa Experience Goiânia, que será realizado no dia 20 de junho, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. O evento promete reunir milhares de pessoas em uma celebração marcada por grandes sucessos do rap nacional. Com uma trajetória consolidada na cena musical brasileira, a Tribo da Periferia se destaca por letras que retratam a realidade das periferias, além de mensagens de superação e identidade cultural. O grupo acumula milhões de visualizações nas plataformas digitais e conquistou uma legião de fãs em todo o país com músicas que se tornaram verdadeiros hinos do rap nacional. Já Hungria segue como um dos artistas mais populares do gênero, com uma carreira marcada por hits que misturam rap, hip-hop e elementos da música pop. Além dos palcos, o cantor vive um momento especial com a expectativa em torno do lançamento de seu novo filme, projeto que amplia sua atuação artística e fortalece sua conexão com o público. A Rádio Moov acompanha de perto essa trajetória. Hungria já passou pelos estúdios da emissora e concedeu uma entrevista especial, que está disponível na íntegra em nosso site. E a cobertura do Copa Experience terá um ingrediente a mais: a equipe da Moov prepara conversas exclusivas com Hungria e Tribo da Periferia para trazer aos ouvintes e leitores todos os detalhes dos bastidores, novidades da carreira e os próximos projetos dos artistas.
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