Fica 2024 divulga filmes selecionados.

Joao Ribeiro • 23 de abril de 2024


A lista dos filmes selecionados para a 25ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) foi divulgada na segunda-feira (22/4). Foram escolhidas 42 produções que passaram por uma rigorosa curadoria e concorrerão em uma das quatro mostras competitivas. A lista completa dos filmes selecionados está disponível no site oficial do festival. O evento está marcado para acontecer entre os dias 11 e 16 de junho, na cidade de Goiás.


Este ano, o Fica recebeu um número recorde de inscrições, totalizando 1.019 filmes de 77 países diferentes interessados em participar das mostras competitivas: Mostra Washington Novaes, Mostra de Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Mostra do Cinema Goiano e Mostra Becos da Minha Terra, voltada para produtores audiovisuais da Cidade de Goiás. O aumento significativo nas inscrições, quase o dobro da edição anterior, reflete a relevância do festival e o crescente interesse pela questão ambiental no cenário global.


As premiações do festival variam de R$ 5 mil a R$ 35 mil, além de troféus e menções honrosas. O diretor de programação do Fica, Pedro Novaes, atribui esse aumento de inscritos à reconhecida importância do festival, à crescente relevância da pauta ambiental e ao uso de uma nova plataforma de inscrições, a Film Freeway, que atrai festivais internacionais de renome.


Ao todo, foram selecionados 12 longas-metragens e 31 curtas ou médias metragens, com destaque para a presença de filmes brasileiros, estrangeiros e produções locais de Goiás. O Fica 2024 promete uma programação multicultural, com mostras competitivas, debates, atividades ambientais e atrações culturais, consolidando-se como um dos principais eventos do gênero no Brasil e no mundo.


Filmes selecionados:

 

MOSTRA WASHINGTON NOVAES

 

Longa-Metragens

 

1 - De Longe Toda Serra é Azul

 

From Afar Every Mountain Range is Blue

 

Brasil/Brazil (DF), 2023, Documentário/Documentary, 85'

 

Direção/Direction: Neto Borges

 

O indigenista Fernando Schiavini revisita lugares e aldeias por onde passou na década de 70, época em que pouco se conhecia sobre o "Brasil profundo". A história do indigenismo brasileiro narrada por quem a viveu e ajudou a escrevê-la a partir da linguagem da solidariedade.

 

2 - Itu Ninu

 

México/Mexico, Experimental, 72', 2023

 

Direção/Direction: Itandehui Jansen

 

 

No futuro não tão distante de 2084, Ángel encontra-se preso como um migrante climático numa cidade inteligente não especificada, sob vigilância constante. Em meio a uma existência sombria e opressiva, Ángel ganha a vida cultivando plantas, preservando a sabedoria murcha das sementes. Nessa paisagem desolada, ele cruza o caminho de Sofia, outra migrante climática que trabalha numa instalação de reciclagem. O destino entrelaça suas vidas quando um encontro casual revela uma conexão inesperada: uma linguagem compartilhada. Alimentando o desejo de Ángel por conexão humana e um vislumbre de esperança, ele estende a mão para Sofia. Ciente do onipresente monitoramento digital, Ángel decide comunicar-se com ela através do meio atemporal da caneta e do papel, promovendo um vínculo íntimo e clandestino. À medida que a sua correspondência secreta se desenrola, cresce uma amizade entre Ángel e Sofia, assim como o seu desejo de libertação do controle excessivo.


 

3 - Línguas da Floresta

 

Languages of the Forest

 

Brasil/Brazil (RJ), 2024, Documentário/Documentary, 72'

 

Direção/Direction: Juliana de Carvalho, Vicente Ferraz

 

 

Línguas da Floresta faz uma imersão na diversidade cultural amazônica através da história, das vivências e contradições de homens e mulheres que se dedicaram ao estudo das línguas dos povos originários dessa imensa região do planeta. O filme destaca a experiência acumulada no Alto Rio Negro, principalmente no município de São Gabriel da Cachoeira. Além dos seus mais de 100 mil km2, o município possui uma das maiores concentrações de idiomas do planeta: são 18 etnias se comunicando por meio de quatro grandes famílias linguísticas ramificadas em duas dezenas de idiomas, como seu grande rio que vem esgalhado desde as remotas cabeceiras, abrindo caminhos numa floresta grandiosa e diversa.


Se no começo foram os colonizadores e comerciantes que lá aportaram procurando compreender as línguas faladas no Alto Rio Negro para poder explorar o trabalho indígena, as missões católicas e evangélicas que seguiram tinham apenas a catequese como objetivo final, mesmo à custa do desaparecimento da cultura de muitos desses povos. Nessa região, podemos experienciar a história da colonização do Brasil. Na chegada dos colonizadores, viviam nessas terras 1.500 nações linguísticas, hoje, sobraram em torno de 150 línguas indígenas faladas no território Brasil. O filme mostra a herança Guarani da grande São Paulo, as pesquisas do Museu Goeldi, as trágicas perdas com o incêndio do Museu Nacional, a importante iniciativa da construção do Museu do Índio, hoje Museu dos Povos Indígenas, na então capital do Brasil. Línguas da Floresta homenageia o importante trabalho dos linguistas e instituições que se dedicam a estudar e proteger esse importante patrimônio humano, nossa língua, base de nossa identidade.

 

 

4 - Los Dias que Vivimos

 

The days we lived

 

Espanha/Spain, 2023, Documentário/Documentary, 109'

 

Direção/Direction: Chus Barrera, Pablo Barrio

 

Depois de um mês de atividade que deixou milhares de evacuados e centenas de casas destruídas, os habitantes do Vale do Aridane (La Palma, Ilhas Canárias) tentam conviver com um vulcão que continua o seu avanço destrutivo e cujo fim não parece próximo. À medida que a lava esculpe uma nova paisagem, também transforma os seus habitantes, virando as suas vidas de cabeça para baixo e depois reconstruindo-as das cinzas. Jornalistas, serviços de emergência, cientistas, turistas e vizinhos reúnem-se em infinitos cenários e situações do cotidiano. As suas histórias retratam um tempo e um espaço inusitados onde a natureza colocou aos seus pés humanos que olham incertos para o seu futuro e tentam recuperar o seu lugar no mundo.

 

 

5 - Não Haverá mais História sem Nós

 

No more history without us

 

Brasil/Brazil (PA), 2024, Documentário/Documentary, 76'

 

Direção/Direction: Priscilla Régis Brasil

 

Submersos no mar de greenwashing que os afoga diariamente, dois realizadores amazônicos resolvem denunciar, nesse manifesto em filme, as entranhas do histórico processo de invenção e exploração da floresta como um jardim do éden inesgotável. Entre Munique e Belém, eles revelam como o racismo e o preconceito, do Brasil e do mundo, até hoje se organizam na ideia do “vazio demográfico”, selvagem e incapaz de falar por si.

 

 

6 - Utopia Tropical

 

Tropical Utopia

 

Brasil/Brazil (DF), 2023, Animação/Documentário/Animation/Documentary, 77'

 

Direção/Direction: João Amorim

 

Utopia Tropical é um documentário que convida à reflexão sobre as questões políticas, sociais e econômicas que moldaram a América Latina. Por vezes tratados como ocupantes algo indisciplinados do quintal norte-americano, os povos da América Latina e particularmente do Brasil têm aqui sua proposta civilizacional e sua luta de independência contadas pelo linguista e analista político norte-americano Noam Chomsky e pelo diplomata brasileiro Celso Amorim. Ao mesmo tempo, personagens, testemunhas e analistas de quase um século de história, Chomsky e Amorim jogam luz sobre acontecimentos chave dessa caminhada e buscam as frestas que apontam para uma América Latina mais justa e plural. “A história não se repete, mas às vezes rima”, Mark Twain.

 

Curtas e Médias-Metragens

 

1- Bibiru: Kaikuxi Panena

 

Brasil/Brazil (SP/AP), 2023, Documentário/Documentary, 59'

 

Direção/Direction: Latsu Apalai, André Lopes

 

 

A história de Bibiru, um kaikuxi (cachorro) que ficou panena, sem sorte na caçada, e a tentativa de cura do seu dono Waranaré Wayana, para voltarem a caçar juntos. Numa intensa caçada, jovens aprendem sobre a origem dos cachorros ancestrais e os cuidados que devem continuar tomando ao caçar em seu território. Reflexões indígenas sobre as relações entre humanos e não-humanos ajudam a iluminar as próprias interações que os não-indígenas estabelecem com os animais dos quais se alimentam. Todas as imagens foram realizadas por jovens Wayana e Apalai, que aprendiam a filmar pela primeira vez na aldeia Bona (PA).

 

 

2 - Big Bang Henda

 

Portugal, 2023, Documentário/Documentary, 22'

 

Direção/Direction: Fernanda Polacow

 

 

Derrubar estátuas e símbolos, construir novas memórias, enquadrar a paisagem destruída, escrever cartas ao futuro, inverter dinâmicas de poder: Big Bang Henda é um documentário-poesia-manifesto sobre a obra do artista angolano Kiluanji Kia Henda. Ele nos leva numa viagem através das suas criações e reflexões, que estão na vanguarda do pensamento anticolonial, instando-nos a considerar como as gerações que cresceram durante ou após a guerra reinterpretam esse acontecimento.

 

 

3 - Consumidos

 

Consumed

 

Brasil/Brazil (GO), Animação/Animation, 15'

 

Direção/Direction: Caco Pereira

 

 

Lázaro anseia pelo prazer de comer num futuro onde a comida é um artigo de luxo e a maioria da população se alimenta de comprimidos.

 

 

4 - Floresta - Um Jardim que a Gente Cultiva

 

Forest - A Garden We Cultivate

 

Brasil/Brazil (SP), 2023, Documentário/Documentary, 42'

 

Direção/Direction: Mari Corrêa

 

 

O que tem a ver a vida das cidades com a vida dos indígenas? A luta pelo território é uma luta ultrapassada? É uma luta primitiva? É uma luta para voltar ao passado? Floresta - Um Jardim que a Gente Cultiva revela um novo olhar sobre as relações entre floresta e povos indígenas e seu papel fundamental no combate à crise climática para a garantia da nossa própria existência.

 

5 - Juvana de Xakriabá

 

Juvana of Xakriabá

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 25'

 

Direção/Direction: Silvana Beline

 

Em Juvana de Xakriabá, mergulhamos no Acampamento Terra Livre de 2019, onde Juvana, uma jovem estudante indígena, entrevista mulheres guerreiras de diferentes etnias, revelando histórias de luta, resistência e esperança. As narrativas destacam a importância da preservação das tradições ancestrais e a força das mulheres indígenas na defesa de seus territórios e na promoção da justiça ambiental. O curta celebra a resiliência das comunidades indígenas e destaca o papel fundamental das mulheres nessa luta.

 

6 - Little Baluches

 

Irã/Iran, 2024, Documentário/Documentary, 62'

 

Direção/Direction: Raya Nasiri

 

ShirAbad é um bairro no subúrbio da cidade de Zahedan, na província de Sistão-Baluchistão, no Irã, onde a população espera um futuro melhor, apesar de suas privações. Neste filme, tentamos retratar crianças cujos corações batem por um futuro brilhante…

 

7 - Madruga Bikes

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção: Larry Machado

 

 

Claudiomar Felipe, também conhecido como Madruga, é inventor e customizador de bicicletas e atualmente está reformando e reformando seu projeto mais antigo.

 

 

8 - The Water Manifesto: Osun (Water for Gold)

 

Nigéria/Nigeria, 2022, Documentário/Documentary, 51'

 

Direção/Direction: Anuoluwapo Adelakun

 

Este documentário expositivo investiga o mundo da mineração não regulamentada de ouro no estado de Osun, que causou a poluição do rio Osun e afetou o meio ambiente e os meios de subsistência de milhões de pessoas. Esta é uma jornada para descobrir todo um ecossistema de ganância e corrupção que coloca as gerações futuras em risco.

 

 

MOSTRA BECOS DA MINHAS TERRA

 

1 - Bdeery

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 13'

 

Direção/Direction: Hélio Simplício

 

O documentário acompanha a trajetória estudantil em uma universidade pública de uma estudante indígena Karajá na busca por conhecimento fora da aldeia. Busca refletir os desafios enfrentados por essa estudante em se manter na universidade e morar longe de sua aldeia e sua família. Sendo essa a realidade de muitos estudantes indígenas Brasil afora.

 

2 - chuva - este filme não é meu

 

rain - this movie is not mine

 

Brasi/Brazill (GO), 2023, Documentário/Documentary/Experimental, 14'

 

Direção/Direction: Antônio Fabrício Evangelista Barbosa

 

Composto por imagens e sons coletados na internet e ressignificados no processo de montagem, este ensaio poético-visual parte do itan “Obaluaiê tem as feridas transformadas em pipoca por Iansã”. Nessa reverência às iyabás Iansã, Nanã e Iemanjá, a potência de suas características e ritmos dão ensejo à uma reflexão sobre transformação, encantamento e movimentos cíclicos.

 

3 - Filme Método

 

Film Method

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 14'

 

Direção/Direction: Henrique Rocha Hernandes

 

Filme Método consistiu na produção de dispositivos pedagógicos que evocaram questões entre as relações entre cinema e educação com práticas aplicáveis de realização de formas de oficinas técnicas e teóricas com a turma do 9º ano, relacionando assim, através da memória, identidade e território, partindo pela história da professora Terezinha de Jesus Rocha, nomeada pelo reconhecimento do seu trabalho pedagógico em seus anos de vida na escola da Buenolândia.

 

4 - Nóia

 

Paranoia

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 3'

 

Direção/Direction: Vincent Glen Gielen, Gabriel Tavares

 

Por mais que se corra, há coisas nessa vida que não se pode escapar. Uma simples caminhada pode se transformar em uma fuga para resguardar a integridade física e a sanidade mental.

 

5 - Pop Star

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Ficção/Fiction, 8'

 

Direção/Direction: Arthur Oliveira Cintra, Lakshmi Hardy, Vincent Glen Gielen

 

Arthur Cintra é um músico que almeja fama e sucesso, mas sua vida parece não correr tão bem e seus sonhos distantes de serem concretizados. Porém, às vezes,  é preciso ir um pouco mais longe para se encontrar o tão almejado sucesso.

 

6 - Portellas na Estrada

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 17'

 

Direção/Direction: Coletivo 1º A.v.

 

A cidade de Goiás recebe diariamente turistas e cada um traz consigo histórias que merecem registro. Djalma Araújo esteve conosco, o Coletivo 1º A.v., em entrevista na entrada do IFG-Goiás. Compartilhou experiências de vida e seu atual modo de vida, morando em seu motorhome. Em seus assuntos, ele revelou sobre sua participação como testemunha ocular na história do cinema nacional, e as circunstâncias em que conheceu seu pai, com 70 anos de idade.

 

 

7 - Revolução dos Bustos

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 8'’

 

Direção/Direction: Antonio Carlos Gomes

 

Na cidade de Goiás, a chegada de um busto traz consigo um destino enigmático, envolvendo Serafim em uma caminhada pelas ruas e praças, em busca da revelação do mistério.

 

 

8 - Sujas de Carmim

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Ficção/Fiction, 15'

 

Direção/Direction: Silvana Beline

 

Duas mulheres de classes sociais diferentes, unidas pela paixão por um cantor brega, viajam do Sul e Centro-Oeste do Brasil até Minas Gerais para homenageá-lo após sua morte.

 

9 - Tempo Tormento

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 15'

 

Direção/Direction: Agla Manzan

 

Cecília é uma jovem escritora que luta contra o vazio emocional causado pela pandemia do Covid-19 e pela perda da namorada. Emily Dickinson, a famosa poeta do século XIX, surge para se tornar uma figura mentora em sua imaginação, inspirando-a a redescobrir sua poesia. Cecília embarca em uma jornada onírica de palavras e memórias.

 

10 - Yané Kérupi - Mulheres Indígenas Nas Artes

 

Yané Kérupi - Indigenous Women in Arts

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 11'

 

Direção/Direction: Saracura do Brejo

 

O Brasil inteiro é Terra Indígena, mas diante de um contexto de guerra que se estende há mais de 500 anos contra esses povos, como a arte feita por mulheres indígenas pode transformar esse cenário?

 

The whole of Brazil is Indigenous Land, but given a context of war that has been going on for more than 500 years against these peoples, how can art made by indigenous women transform this scenario?

 

MOSTRA DO CINEMA GOIANO

 

Longas-Metragens

 

1 - Capim Navalha

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 90'       

 

Direção/Direction: Michel Queiroz

 

 

Capim Navalha é um documentário de longa-metragem que retrata questões vividas de forma empírica por personagens trans na Chapada dos Veadeiros. Pessoas diferentes entre si, complexas por suas trajetórias retratadas em imagens, sons, territórios corporais, geografia, decoloniais, interseccionais, e suas vivências LGBTQIAPN+. O filme apresenta narrativas de genêro dissidentes, elaborando fricção e alteridade com análise sobre a biopolítica e a necropolítica que permeiam a sociedade nos cis-temas dentro do Centro-Oeste.

 

 

2 - Diaspóricas 2

 

Diasporics 2

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 75'

 

Direção/Direction: Ana Clara Gomes

 

A música brasileira é uma mulher negra e o encontro de mulheres em diáspora é capaz de ressignificar as opressões estruturais do racismo e do sexismo. As histórias das musicistas goianas Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa se cruzam em um encontro musical e ancestral inédito para rememorar o passado e pensar um afrofuturo de possibilidade ao povo negro. Elas são terra, fogo e ar que, quando se encontram, tornam-se o movimento das águas para fazer fluir a vida por meio da música.

 

Granada

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 71'

 

Direção/Direction: Benedito Ferreira

 

O bailarino Dom anda elegante com seu lenço de poá pelas ruas do centro de Goiânia enquanto o diretor Benedito Ferreira segue em seu esforço cotidiano de observação e fotografias da cidade. Uma tentativa de retrato, um breve diálogo e, de repente, os dois se sentam em um bar para conversar. Desse encontro fortuito, nasce uma amizade e um plano para um último e grandioso espetáculo de dança flamenca no Centro-Oeste do Brasil.

 

Curtas-Metragens

 

1 - A Chuva do Caju

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 21'

 

Direção/Direction: Alan Schvarsberg

 

No coração de um vale escondido nas profundezas do Brasil central, Seu Alvino e Dona Neusa plantam e colhem o que a terra dá, como o cajuzinho do cerrado e o baru. Após mais de dois séculos, o tempo continua passando lento no quilombo Vão de Almas, apesar da seca cada vez mais severa.

 

2 - Aurora Frugum

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Experimental, 11'

 

Direção/Direction: Dan Oliveira

 

Cores adulteradas, aromas artificiais e texturas enganosas. Uma experiência subversiva se desenrola, confrontando não apenas a percepção, mas também a moralidade por trás daquilo que consumimos.

 

3 - Mel Tamarindo

 

Brasil (GO), 2023, Experimental, 25'

 

Direção: Izabela Nascente

 

Mel Tamarindo é uma peça-filme da Cia. Ju Cata-Histórias criada a partir de três músicas de Siba Veloso. Suas composições trazem uma poética particular nas letras, com traços de humor e sagacidade e um mergulho em importantes tradições populares pernambucanas, como o Maracatu rural, a Ciranda e o Cavalo Marinho. Transitando entre as ideias sobre o tempo, o bicho-gente e a festa, presentes nas músicas escolhidas, os atores Kesley Rocha, Juliana Mado e Vinícius Bolívar, sob a direção de Izabela Nascente, dançam, encenam e transitam entre o universo onírico e o cotidiano.

 

4 - Pirenopolynda

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Izzi Vitório, Tita Maravilha, Bruno Victor

 

Em Pirenópolis, Goiás, a Festa do Divino acontece há 200 anos. Tita nasceu na pequena cidade e guarda memórias afetivas preciosas sobre a festa. Anos depois, ao revisitar essas memórias, a artista pretende reconstruir e retradicionalizar a festa sob um viés afetivo decolonial.

 

5 - Sobre a Cabeça os Aviões

 

Above the heads the airplanes

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 19'

 

Direção/Direction: Amanda Costa, Fausto Borges

 

A partir do crime que envenenou 92 pessoas em 2013, na Escola Municipal Rural São José do Pontal, em Rio Verde (GO), o curta-metragem revela os impactos da pulverização aérea de agrotóxicos na vida e no futuro de crianças em comunidades do campo em Goiás. Entre o encantamento e o medo, a narrativa é conduzida a partir de seus próprios olhares.

 

6 - Um Homem Nu

 

A Naked Man

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 21'

 

Direção/Direction: Viviane Goulart

 

Instigado com um acontecimento em seu bairro, Marcão mata sua curiosidade ao encontrar Jenny, a rainha da latada, que conta a ele sobre sua noite com Gilberto, e a surpresa feita por Primo e Rato.

 

MOSTRA DO CINEMA INDÍGENA E DE POVOS TRADICIONAIS

 

Longas-Metragens

 

1 - A Transformação de Canuto

 

Canuto's Transformation

 

Brasil/Brazil (PE/SP), 2023, Documentário/Documentary, 130'

 

Direção/Direction: Ariel Kuaray Ortega, Ernesto de Carvalho

 

Em uma pequena comunidade Mbyá-Guarani entre o Brasil e a Argentina, todos conhecem o nome Canuto: um homem que muitos anos atrás sofreu a temida transformação em uma onça e depois morreu tragicamente. Agora, um filme está sendo feito para contar a sua história. Por que isso aconteceu com ele? Mas, mais importante, quem na aldeia deveria interpretar o seu papel?

 

2 - Mátria Amada Kalunga

 

Beloved Mother Kalunga

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 70'

 

Direção/Direction: Lak Shamra, Thassio Freire

 

Após a calamidade pública da enchente do Rio Paranã de 2022, 27 mulheres kalunga de Goiás compartilham suas origens e seus cotidianos atuais.

 

3 - Sekhdese

 

Brasil (PE), Documentário, 86'

 

Direção: Graciela Guarani, Alice Gouveia

 

"Sekhdese" significa "sabedoria", em Yathê, língua do povo Fulni-ô, do Nordeste do Brasil. Sabedoria das mulheres indígenas, expondo a luta pela terra, cultura, meio ambiente e o etnocídio do qual são vítimas, pelas investidas das igrejas neopentecostais.

 

Curtas -Metragens

 

1 - Caminhos Ciganos

 

Romanies Paths

 

Brasil/Brazil (MT), 2023, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Aluízio de Azevedo

 

Codireção/Codirection: Rodrigo Zaiden, Karen Ferreira   

 

Os caminhos que levam ao universo romani em três países, Brasil, Portugal e França, são apresentados numa narrativa poética e intimista, inspirada na estética do premiado cineasta cigano Tony Gatlif, diretor de Lacho Drom (1992) e Gadjo Dilo (1997). Em destaque, as culturas ciganas vistas de dentro, valorizando imaginários próprios. A viagem começa com a família de um cineasta da etnia Calon, em Mato Grosso, que corta o Brasil e atravessa o Oceano Atlântico para reencontrar sua ancestralidade, registrando cada comunidade, seus personagens e cotidianos marcantes, nuances de manifestações culturais, modos de vida e tradições romani, como também denúncias de exclusão e perseguição históricas.

 

2 - Meada Cor Kalunga

 

Kalunga Color Hank

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Marta Kalunga, Alcileia Torres, Ana Luíza Reis de Sá

 

Assim como dois troncos de raízes fortes do Cerrado, as duas cumades Marta Kalunga e Dirani Kalunga preparam as meadas e o tingimento no quilombo Vão de Almas de Goiás.

 

3 - Nossa Terra

 

Our Land

 

Brasil/Brazil (AM), Documentário/Documentary, 14'

 

Direção/Direction: Maxwell Polimanti, Adriana Farias

 

O documentário Nossa Terra é uma jornada pela riqueza cultural e sabedoria ancestral dos agricultores indígenas da etnia Tuyuka, que habitam a região do Rio Negro, na Amazônia. Com mais de 300 variedades de plantas, frutas e vegetais cultivados, eles contribuem fornecendo alimentos saudáveis para uma cidade e mantêm uma relação íntima com a terra e suas tradições. Entre os destaques do filme, estão o “ajuri” e a “capoeira”, trabalho coletivo e processo do roçado, cujo cotidiano gira em torno da mandioca, elemento essencial de sua cultura e subsistência. Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, esse sistema agrícola é um testemunho vivo da harmonia dos povos-floresta, mas que está em risco pelos impactos das mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas que degradam o meio ambiente.

 

4 - Pyr

 

Brasil/Brazil (PA), 2023, Documentário/Documentary, 2'

 

Direção/Direction: Bepunu Kayapó

 

Kokopy prepara o urucum para pintar a família.

 

5 - Tuire, o gesto do facão

 

Tuire the gesture of the machete

 

Brasil/Brazil (PA), 2023, Documentário/Documentary, 9'

 

Direção/Direction: Simone Giovine, Coletivo Beture

 

A guerreira Tuire relata para o neto Patkore detalhes sobre o lendário gesto do facão na mobilização contra Belo Monte em Altamira.

 

6 - Vãnh gõ tõ Laklãnõ

 

Brasil/Brazil (SC), 2022, Documentário/Documentary, 25'

 

Direção/Direction: Barbara Pettres, Flávia Person, Walderes Coctá Priprá

 

Uma arqueóloga, um poeta, um pastor e kujá, uma professora e um cantor de rap remontam a história do seu povo, os Laklãnõ/Xokleng, habitantes do sul do Brasil: o tempo do mato, a quase extinção, a retomada da língua e cultura e o protagonismo político.



Por Joao Ribeiro 22 de maio de 2026
Misturando trap, forró e referências da cultura nordestina, o artista lança nesta sexta-feira (22) o single “Drogas e Sanfona”, parceria com. A faixa chega às plataformas digitais via trazendo uma proposta que une a estética urbana do trap com elementos tradicionais do forró. Conhecido também como “Caranguejo do Trap”, Mago de Tarso aposta em uma sonoridade marcada pela presença da sanfona e por influências da música nordestina dentro de uma construção contemporânea. Produzida por Drake D.N, a faixa mistura romance, desejo, lifestyle e referências dos hits dos anos 2000. Segundo o artista, a inspiração para a música veio diretamente do clássico, de, mas reinterpretada dentro do universo nordestino. “‘Drogas e Sanfona’ nasce desse encontro entre o peso do trap e a identidade do forró. A ideia era criar uma sonoridade moderna, mas sem perder o regionalismo, trazendo elementos que fazem parte da nossa cultura para dentro de uma estética mais atual”, comenta Mago de Tarso. A faixa também reforça um movimento que vem aproximando gêneros tradicionais da cultura nordestina da linguagem das ruas, do trap e do streetwear. Para DUPÊ, o objetivo é atualizar o forró sem perder sua essência cultural. “A gente tá trazendo o forró e os gêneros clássicos do Nordeste para uma nova estética, conectada com a juventude de hoje. Não é abandonar a raiz, é colocar a tradição dentro do nosso tempo”, afirma o artista. Além da música, o lançamento também ganha um audiovisual oficial no YouTube, ampliando a proposta estética do projeto. A capa do single traz referências visuais inspiradas na banda, um dos maiores nomes da história do forró nacional. “Drogas e Sanfona” já está disponível em todas as plataformas digitais.
Por Joao Ribeiro 21 de maio de 2026
Entre manobras, concreto, guitarras distorcidas e encontros da cena independente, o Goiânia Crew Attack 2026 transforma novamente o Bacião, no tradicional Setor Sul, em um dos principais pontos de cultura urbana da capital. O evento acontece entre os dias 21 e 24 de maio e chega à 17ª edição reunindo atletas de várias regiões do país, além de nomes da música alternativa e da cena underground brasileira. Mais do que uma competição de skate, o Crew Attack construiu ao longo dos anos uma identidade ligada à ocupação cultural da cidade, misturando esporte, arte, música e convivência em um mesmo espaço. A programação deste ano reforça essa proposta com disputas de obstáculos, oficinas infantis, estreias de vídeos, DJs, bandas e afters espalhados pelo circuito alternativo da Rua 8. Entre os destaques musicais da edição estão os shows das bandas Agnoize, Banana Bipolar, Entropia, de São Paulo, e Papangu, grupo paraibano conhecido por misturar rock progressivo, metal e experimentalismo. A curadoria musical ainda atravessa diferentes vertentes da cena independente com DJ sets de nomes como Daniel de Melo, Arroiz, Gabi Matos, Ju Gonzaga, Poli, The Kidz e Baqueta. No skate, a programação inclui disputas do GCA Open 2026 em diferentes obstáculos espalhados pela pista, como mesa de piquenique, paredinha, corrimão, hubbas e quarter. Também acontecem desafios especiais, como o Monster Ollie Challenge, além da tradicional Mini Crew Attack, voltada para o público infantil. A proposta do evento mantém viva uma característica histórica da cena goianiense: a conexão entre skate e música alternativa. Ao ocupar o espaço público durante quatro dias, o Crew Attack reforça o Bacião como um dos pontos simbólicos da cultura urbana em Goiânia, reunindo diferentes gerações em torno do esporte, da arte independente e da vivência coletiva da cidade. Serviço Goiânia Crew Attack 2026 📍 Praça Maria Angélica (Bacião) – Setor Sul, Goiânia (GO) 📅 21 a 24 de maio 🎟 Entrada gratuita Instagram: @crewattack @ambiente.produ Programação Quinta-feira (21) 16h — Início e reconhecimento para inscritos 17h — DJ Set Rxtazana 19h30 — Black Media F1 Race 20h — Show Agnoize 21h — DJ Set Rxtazana 22h — Encerramento After no Zé Latinhas (Rua 8) com DJ Daniel de Melo Sexta-feira (22) 16h — DJ Set Rhuan 17h — Disputa Heineken 0.0 18h — DJ Set Pacheco 18h — 1º Obstáculo GCA Open 2026 (Mesa de Piquenique) 20h30 — Premières 21h30 — Show Banana Bipolar After no Furna (Rua 8) com Arroiz (SP), Gabi Matos e Cadela Céu Sábado (23) 12h — Início 14h — 2º Obstáculo GCA Open 2026 (Paredinha) 14h — DJ Set Baqueta (CWB) 16h30 — Monster Ollie Challenge 17h — 3º Obstáculo GCA Open 2026 (Escada, corrimão e hubbas) 17h — DJ Set The Kidz (SP) 20h — Show Entropia (SP) After na Dox com Entropia, Nubreak, Cotinz, Ju Gonzaga e DJ Poisnão  Domingo (24) 10h — Mini Crew Attack + Oficina Infantil 14h — 4º Obstáculo GCA Open 2026 (Side Stripe Vans) 14h — DJ Set Ju Gonzaga (Selvática) 16h — DJ Set Poli (Selvática) 17h — 5º Obstáculo GCA Open 2026 (Quarter) 18h — DJ Set Gabi Matos (Selvática) 20h — Premiação 21h — Show Papangu (PB) 22h — Final Feliz
Por Joao Ribeiro 19 de maio de 2026
A trilha sonora da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 já tem nome, elenco e proposta: reunir diferentes gerações e sonoridades da música brasileira em uma faixa que aposta no orgulho nacional e na emoção do torcedor. Lançada pela CBF neste domingo (17), “Bate no Peito” chega às plataformas digitais com vozes de Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Samuel Rosa e Veigh. Com produção musical assinada por Papatinho, a música mistura pagode, trap, funk, pop e piseiro em uma composição que tenta traduzir a diversidade cultural brasileira dentro de uma mesma faixa. A ideia é que a canção acompanhe a entrada da Seleção em campo durante os jogos da Copa do Mundo. Mais do que um hino esportivo tradicional, “Bate no Peito” aposta na força dos artistas e na pluralidade musical para criar identificação com públicos diferentes. A presença de Zeca Pagodinho e Samuel Rosa conecta gerações mais antigas da música brasileira, enquanto Ludmilla, Veigh e João Gomes aproximam a campanha de uma nova geração que consome futebol também através da cultura pop, redes sociais e festivais. A letra da música reforça temas como pertencimento, esperança e orgulho de ser brasileiro, costurando sotaques e estilos musicais distintos em torno da ideia de união nacional durante a Copa. Outro destaque do projeto é o caráter social anunciado pela CBF: segundo a entidade, os royalties arrecadados com a música serão destinados ao Instituto Fome de Música, responsável por transformar os recursos em doações de alimentos. O lançamento acontece às vésperas da convocação oficial da Seleção Brasileira para o Mundial, marcada para esta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, e o Brasil estreia no torneio no dia 13, contra a Escócia. A movimentação também acompanha uma tendência cada vez mais forte no futebol internacional: transformar grandes competições em experiências culturais globais. Recentemente, a Fifa anunciou “Dai Dai”, parceria entre Shakira e Burna Boy, como música oficial da Copa. O Mundial de 2026 também terá, pela primeira vez na história, um show no intervalo da final, com apresentações previstas de Shakira, Madonna e BTS. 
Por Joao Ribeiro 11 de maio de 2026
A 79ª Pecuária de Goiânia 2026 promete ser uma das edições mais animadas dos últimos anos, reunindo grandes nomes da música nacional e eletrônica no Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, na Vila Nova. Entre os destaques da programação estão os DJs Jiraya Uai e Alok, artistas que representam estilos diferentes, mas que conquistam multidões por onde passam. A presença dos dois reforça a diversidade musical do evento, que acontece entre os dias 14 e 24 de maio. Fenômeno do eletrofunk brasileiro, Jiraya Uai sobe ao palco no sábado, 23 de maio, trazendo um show marcado por batidas eletrônicas, mistura de ritmos e muita interação com o público. O artista ganhou destaque nacional nas redes sociais e nos festivais pelo estilo irreverente e pela capacidade de transformar apresentações em verdadeiras festas. Na mesma noite, ele divide a programação com a dupla sertaneja Jads & Jadson, criando uma mistura de sonoridades que promete agitar a arena da Pecuária. Já Alok chega como um dos nomes mais aguardados da edição. Reconhecido internacionalmente, o DJ brasileiro acumula hits de sucesso e apresentações nos maiores festivais do mundo, como Tomorrowland e Rock in Rio. Sua participação na Pecuária de Goiânia mostra como o evento vem ampliando espaço para a música eletrônica, atraindo um público jovem e fortalecendo a conexão entre tradição agropecuária e entretenimento moderno. Além dos shows, a Pecuária de Goiânia 2026 contará com rodeios, exposições, praça de alimentação e diversas atrações culturais. A expectativa é de grande movimentação durante todos os dias do evento, especialmente nas noites comandadas pelos DJs. Com entrada gratuita em várias datas e uma programação diversificada, a festa deve reunir milhares de pessoas e consolidar mais uma vez a Pecuária como um dos maiores eventos populares de Goiás.
Por Joao Ribeiro 7 de maio de 2026
A cena do beatbox e do Hip-hop goiano se mobilizam neste domingo, 10 de maio, para apoiar um dos maiores talentos brasileiros da atualidade. O evento acontece a partir das 17h, na Rua 83, no Setor Sul, no Zona Pub, em Goiânia, em uma edição especial de despedida do artista Penido, que embarca rumo à Alemanha para disputar o Campeonato Mundial de Beatbox 2026, em Berlim. Aos 20 anos, Penido vive um momento histórico na carreira após conquistar uma vaga entre os oito melhores beatboxers do mundo no German Beatbox Championship 2026. O artista garantiu classificação através das seletivas internacionais por vídeo, conhecidas como wildcards, alcançando o 4º lugar no ranking mundial da competição. Além de representar Goiás no cenário internacional, Penido também se tornou referência no fortalecimento da cultura beatbox no Brasil. Campeão nacional recentemente em São Paulo, ele é fundador da CBB Beatbox Community, iniciativa que promove batalhas, eventos e oportunidades para novos artistas da cena independente. O evento de despedida contará com apresentações de nomes da música e da cultura urbana goiana, incluindo Capitu, Serjão, Vida Clara, MC Ghossi, Fabiana Miranda, Léo Martine e o DJ DJ Vidal. Toda a renda arrecadada com ingressos e doações será destinada aos custos da viagem, incluindo passagens, hospedagem e taxas internacionais. Os ingressos estão disponíveis por R$10, além de opções de contribuição solidária através da plataforma Shotgun. O encontro simboliza a força da cultura independente e o apoio coletivo para levar um artista goiano ao palco mundial do beatbox.
Por Joao Ribeiro 4 de maio de 2026
Tem artistas que a gente simplesmente descobre e tem aqueles que fazem parte da nossa história. Pra mim, Shakira está neste lugar. Minha relação com ela começou há mais de 30 anos. Eu tinha 13 quando vi um show no Clube Jaó e já dava pra perceber que tinha algo diferente ali. Era uma energia crua, rock, com uma identidade latina muito forte. Tinha discurso, emoção e, principalmente, uma vontade enorme de estar no palco. Não era só um show. Era necessidade. É bonito pensar que uma artista desse tamanho começou construindo tudo na estrada, rodando o Brasil e passando por cidades fora do eixo. Isso diz muito. Não é só carreira, é formação. É criar presença, verdade. Anos depois, quando subi com a minha primeira banda, Johnny Suxxx n’ the Fucking Boys, no mesmo palco em que ela tocou, senti algo difícil de explicar. Foi uma mistura de realização com pertencimento. Não era só tocar. Era ocupar um lugar que já tinha um significado enorme pra mim. Era fechar um ciclo e começar outro. Era estar exatamente onde eu queria estar: no palco. Por isso, não foi só assistir a mais um espetáculo. Foi um encontro entre quem eu fui, quem eu sou e tudo que a música ajudou a construir no caminho. Olhando de forma mais técnica, o que ela faz ali impressiona. O show funciona como uma linha do tempo viva, que conecta diferentes fases da carreira com inteligência. O repertório alterna momentos de explosão com outros mais íntimos, sem perder o ritmo. A direção de palco é precisa. Sabe quando crescer e quando segurar. A banda é sólida, os arranjos respeitam os clássicos e ainda trazem frescor. E a voz continua ali, forte, reconhecível, cheia de identidade. Mas, mais do que qualquer detalhe técnico, o que marca é a entrega. Mesmo passando por momentos pessoais difíceis, como a saúde do pai pouco antes do show, ela sobe no palco inteira. Sem economizar. Existe um compromisso real de dar tudo. Isso não se improvisa. O palco não aceita mais ou menos. Como dizia Márvio dos Anjos, da banda Cabaré: O PALCO NÃO PODE SER POUCO. E quando esse show acontece em Copacabana, tudo ganha mais peso. Não é só música. É também representatividade. Ver uma mulher latino-americana ocupando esse espaço com essa força é potente. Shakira não está ali só por ela. Ela carrega uma história maior, de mulheres que abriram caminho e afirmaram sua voz em espaços que nem sempre foram feitos pra elas. A escolha dos convidados deixa isso ainda mais especial. Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo não estão ali só como participações. São símbolos da música brasileira. Artistas que ajudaram a construir história e identidade. Colocar essas vozes no palco é mais do que um gesto de carinho com o Brasil. É uma troca real. No fim, o que fica vai além do espetáculo. Fica a sensação de estar diante de uma artista que construiu tudo com consistência, coragem e verdade. Em um momento em que números e algoritmos parecem decidir o que importa, artistas assim lembram que carreira não é só sobre plays. É sobre permanência, conexão e significado. E talvez seja isso que mais me emociona. Aquela garota intensa, cheia de energia, que eu vi lá atrás no Clube Jaó, ainda está ali. Maior, mais madura, mais sofisticada.  Mas com a mesma chama acesa.
Por Joao Ribeiro 30 de abril de 2026
O artista goiano Teodoro lança, nesta quinta-feira (30/04), seu primeiro álbum que chega a todas as plataformas digitais, marcando um novo momento em sua trajetória na música.“TE VI NA RUA ONTEM” é o disco que consolida a identidade artística construída ao longo dos últimos anos e apresenta ao público um trabalho mais amplo, coeso e narrativo. “TE VI NA RUA ONTEM” é um álbum pop urbano que atravessa múltiplas sonoridades e narrativas. Com influências que vão do rap ao forró, passando por brega, R&B, funk e reggaeton, o disco constrói uma unidade a partir da diversidade. Mais do que um recorte de estilos, o trabalho se apresenta como um retrato emocional e geográfico: histórias de encontros, afetos, frustrações e descobertas vividas nas ruas de Goiânia. A cidade não aparece apenas como cenário, mas como elemento estruturante da obra, um espaço de circulação, experiências e identidade. O projeto também se destaca pela colaboração com diferentes produtores, Devito, Vetromn, Johnny, Athos e Marcelino que, mesmo com abordagens distintas, contribuem para a riqueza estética do álbum sem comprometer sua coesão. Parte dessa unidade vem do próprio processo criativo do artista, que construiu o disco ao longo de três anos, reunindo composições e singles que, posteriormente, revelaram uma narrativa em comum. Antes do lançamento do álbum, Teodoro apresentou ao público o projeto de covers “NA RUA sessions”, publicados em seu perfil no Instagram. As performances foram gravadas em espaços emblemáticos do centro de Goiânia, reforçando o conceito urbano do disco e trazendo a cidade para o centro da narrativa visual e musical. Confira os covers no Instagram de @teodoro.semh NA RUA sessions #1 — DOCE / TE SATISFAZER | Cover de Doce, de Kira Spirandelli, e de Te Satisfazer, de Renatto. Gravado no Coreto da Praça Cívica, centro de Goiânia. NA RUA sessions #2 — ME CHAMA DE SUA | Cover de Me Chama de Sua, de Bruna Mendes. Gravado na Vila Cultural Cora Coralina, Goiânia. NA RUA sessions #3 — PRA TE ESQUECER | Cover de Pra Te Esquecer, da Banda Calypso. Gravado em frente ao Teatro Goiânia. NA RUA sessions #4 — BAILE INOLVIDABLE | Cover de Baile Inolvidable, de Bad Bunny. Gravado na Praça do Ratinho, Monumento dos Três Marcos. Apesar dos sucessos dos EPs Escorpião (2021), Vênus (2023) e emocionado (2024), este é o primeiro álbum de estúdio do artista, um projeto mais robusto, que amplia suas experimentações sonoras e aprofunda sua linguagem estética. Natural de São Luís de Montes Belos (GO) e criado em Turvânia, Teodoro vive em Goiânia desde 2013, onde desenvolveu sua carreira artística e acumulou vivências que agora se transformam em música. Entrevista com TEODORO “TE VI NA RUA ONTEM” é seu primeiro álbum completo após três EPs. O que muda, concretamente, nessa passagem? Os EPs foram meu TCC. Foi onde aprendi muita coisa, busquei estudar canto e composição, comecei a ter vivência de estúdio, fiz experimentações para entender o que eu gostava de cantar, conheci profissionais e artistas do meio, subi em palcos que nunca pensei subir. Foi realmente uma escola. Agora o álbum chega como uma entrega de tudo que aprendi nesses anos, a lírica é melhor, a voz é melhor, a história é melhor contada. Apesar das 15 faixas, tiveram duas músicas que não entraram na tracklist final porque meu perfeccionismo não permitiu. Acho que 15 é um número ideal, mas nada impede que eu lance uma versão de luxo daqui a um ou dois anos. Como Goiânia atravessa esse disco? O que a cidade representa na narrativa do álbum? Eu sou uma pessoa muito urbana desde sempre. Todas as maiores descobertas da minha vida eu não fiz dentro de casa, fiz na rua, conhecendo pessoas, me apaixonando, me frustrando, errando, aprendendo. E Goiânia, principalmente, me fez viver muita coisa. O que mais me toca e me influencia são as pessoas que conheci aqui. E como toda história tem um cenário, precisei falar que amo a arquitetura desta cidade. Vivi muitas coisas legais em vários pontos de Goiânia. Essa cidade respira arte, mesmo que não tenhamos tanto apoio assim. Como você descreve o universo sonoro do álbum? Existe um gênero que o define? TE VI NA RUA ONTEM é um álbum pop com referências e influências do rap, forró, brega, R&B, funk e reggaeton, e às vezes mais de um gênero na mesma música. Amizade, por exemplo, tem influências no trap, um refrão no reggaeton e uma finalização no brega funk e piseiro, mas a forma de cantar é completamente pop, e magicamente funciona muito. É uma das minhas favoritas do lado A do álbum. Quando você abre Sorvete de Creme e depois ouve EITA COMO AQUECE, pode parecer contraditório. Mas quando você ouve o álbum completo, entende que existe uma narrativa, que as músicas têm uma ligação maior do que o gênero musical. O álbum foi produzido por cinco produtores diferentes. Como essa multiplicidade funcionou sem fragmentar o projeto? O fato de ter muitos produtores e ainda se manter coeso se deve ao fato de que todos são produtores de música urbana. Quando eu chego com as referências para a produção, normalmente monto uma playlist com estilos que parecem com a faixa que vamos trabalhar, então no fim das contas ter mais de um produtor deixa o álbum ainda mais rico. Depois que o álbum ficou pronto, fiz uma audição completa com o Marcelino e tinha músicas que ele tinha feito e ele me perguntou: Que música massa, foi o Devito que produziu essa? Eles têm tantos outros projetos que às vezes até se esquecem do que fizeram. Isso me diz que a coesão está lá. O que motivou a série NA RUA sessions como estratégia de pré-lançamento? Quando pensei no NA RUA sessions, queria fazer releituras de músicas que eu verdadeiramente consumo, mas com uma nova roupagem, uma versão que funcionasse como uma prévia do que as pessoas vão ouvir no meu álbum. A ideia de fazer os covers na rua partiu de duas premissas: a primeira é que o álbum se chama TE VI NA RUA ONTEM e se passa pela cidade de Goiânia; a segunda é que ter lugares emblемáticos da cidade como cenário vai me ajudar a fazer as pessoas entenderem a história que quero contar. Postar cover era um medo que eu tinha, mas passei por cima. O resultado me fez enxergar que era um medo bobo, alcançamos mais de 16 mil contas organicamente. Para quem é esse álbum? Qual é a sua intenção ao lançá-lo? Acho que, em um primeiro momento, esse disco vai conversar com a cena LGBT de Goiânia, por conta das histórias nas letras. Mas qualquer goianiense da cena alternativa que ouvir vai pegar referências de lugares onde as histórias são contadas. Minha intenção é abraçar a galera daqui, conquistar aqui dentro para depois tentar lá fora. A história, quando sou eu quem escrevo, é uma. Mas quando vai para o mundo, se torna infinita.
Por Joao Ribeiro 28 de abril de 2026
A contagem regressiva já começou: no próximo sábado, 2 de maio, a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, vira palco de um dos maiores shows do ano. Quem comanda tudo isso é Shakira, que chega ao Brasil com um megashow gratuito e a promessa de reunir milhões de pessoas em um evento que já tem cara de histórico. Mas não é só pelo tamanho que esse show chama atenção. Existe um significado especial por trás e ele passa diretamente pela relação da cantora com o Brasil, onde ela fez algumas de suas primeiras grandes turnês. Em uma carta aberta publicada no jornal O Globo, a artista revelou que a apresentação será dedicada às mulheres brasileiras que sustentam suas famílias, uma homenagem cheia de emoção e muito pessoal. No texto, Shakira chama o Rio de “altar do planeta” e destaca a energia única de Copacabana, além da conexão forte que sente com o país. Ela também abre o coração sobre sua fase recente, marcada por desafios que exigiram reinvenção. Segundo a cantora, a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” nasceu justamente desse momento de virada, quando precisou equilibrar vida pessoal e carreira. Essa vivência, segundo ela, aproximou ainda mais sua história da realidade de muitas mulheres que vivem na correria, conciliando trabalho, família e responsabilidades que nem sempre aparecem. “Este show é para elas”, escreveu, de forma direta e emocionante. O evento faz parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, que vem transformando a cidade em um grande palco de shows gratuitos ao ar livre. A expectativa é de público gigante, seguindo a tradição de apresentações históricas na orla. E, claro, além de toda a estrutura grandiosa, o show promete marcar a carreira da artista, misturando hits clássicos com músicas mais recentes. Mas dessa vez, o destaque não está só no espetáculo, está também na mensagem. Ao dedicar a noite a essas mulheres, Shakira vai além da música e transforma o show em um reconhecimento coletivo. Em meio a uma multidão em Copacabana, ela dá voz a histórias que muitas vezes ficam nos bastidores. É essa mistura de emoção, representatividade e grandeza que faz desse um dos eventos mais aguardados do ano no Brasil.
Por Joao Ribeiro 8 de abril de 2026
A cena musical independente de Goiânia e região metropolitana acaba de ganhar um novo instrumento de visibilidade e conexão. O Mapa da Cena Musical de Goiás é um levantamento inédito que reúne bandas autorais, artistas solo e casas de show que movimentam a cultura local, com foco nos últimos 5 anos (2021 a 2026). A iniciativa surge a partir de uma parceria da jornalista goiana Fernanda Meireles com o jornalista paulista Alexandre Bazzan, criador do projeto que já mapeou a cena autoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Aracaju e tem outros mapeamentos em atividade pelo Brasil todo. A proposta é expandir esse olhar para todas as regiões do país, destacando a diversidade e a potência da produção musical brasileira contemporânea. Em Goiás, o levantamento resultou em três frentes principais: um mapa ilustrado , que localiza casas de show e espaços culturais que recebem eventos autorais em Goiânia e cidades do interior do estado (foi disponibilizada também uma versão digital deste mapa, com os locais registrados via Google Maps ); uma planilha com recorte das bandas mais recentes da cena goiana (em atividade entre 2021 e 2026 ); uma planilha expandida , que reúne bandas ativas desde 2019 — incluindo tanto os novos nomes levantados durante o mapeamento oficial quanto abrindo espaço a partir de agora para registro dos artistas consolidados da cena, agentes culturais (produtoras/ portais de notícia/ eventos) além de projetos cover. Além de documentar a cena, o projeto tem caráter colaborativo e segue em constante atualização. Um formulário online permanece aberto para que artistas, produtores e agentes culturais possam se cadastrar e integrar o mapeamento. Um retrato de uma cena em ebulição O levantamento confirma a força e a diversidade da música produzida em Goiás. Ainda estereotipado nacionalmente como a ‘terra do sertanejo’, o estado aponta para um cenário muito mais amplo, com artistas que transitam entre rock, pop, rap, metal, samba e outras vertentes. A pesquisa também evidencia um momento de renovação: após a pausa provocada pela pandemia, novas bandas surgiram e passaram a dividir espaço com nomes já consolidados. Ao mesmo tempo, produtores e casas de show começam a ampliar a presença da música autoral em suas programações. Mais do que um catálogo, o mapa funciona como ferramenta estratégica para o setor cultural — conectando artistas e produtores, incentivando a formação de novos públicos e contribuindo para a circulação da música independente. Expansão e continuidade O projeto segue em desenvolvimento e pretende ampliar ainda mais o alcance do mapeamento, incluindo artistas do interior do estado e aprofundando o registro histórico da cena musical goiana. A proposta é construir um banco de dados vivo, que acompanhe as transformações da música local e fortaleça a rede entre seus diversos agentes.  * Acesse: :: Mapa da Música Autoral de Goiás: https://bazzan.substack.com/p/o-mapa-da-musica-autoral-de-goiania :: Google Maps: https://maps.app.goo.gl/c4Jj4PSf5URenpb66 :: Planilha expandida: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1QnWd9-gpoCmyufjos6SqDxcsdEzyLrhMck7bw58R3o8/edit?gid=1201999089#gid=1201999089 :: Formulário de inscrição (contínuo): https://forms.gle/fbGKqFLGafW34rZT7 – Confira também os mapas de: São Paulo Rio de Janeiro Aracaju
Por Joao Ribeiro 6 de abril de 2026
A nova era de Anitta já está em movimento e ganhou um dos seus primeiros grandes momentos ao vivo na televisão. Durante participação no Domingão do Huck, a artista apresentou “Meia-Noite”, faixa inédita que integra o álbum Equilibrium, previsto para chegar às plataformas no dia 16 de abril. A performance chamou atenção pela mistura de funk com elementos de religiões de matriz afro-brasileiras, estética que a própria cantora vem descrevendo como “macumbeats”. Mais do que um novo single, a apresentação funcionou como um manifesto da fase atual da artista. Em conversa no programa comandado por Luciano Huck, Anitta revelou que o disco será profundamente conectado a temas como espiritualidade, amor próprio e autoconhecimento. A proposta é ampliar o olhar sobre fé, explorando diferentes crenças e reforçando a ideia de conexão entre o indivíduo, o coletivo e a natureza. Essa narrativa também se reflete na parte visual do projeto. Os clipes de “Equilibrium” foram gravados no Ibiti Projeto, um espaço voltado à sustentabilidade e à vida em equilíbrio com o meio ambiente. A escolha do local não foi por acaso: segundo a cantora, o ambiente traduz exatamente a energia que o álbum busca transmitir, unindo natureza, espiritualidade e propósito. Com participações confirmadas de Rincon Sapiência, Luedji Luna e Ebony, o projeto reforça a proposta de diversidade sonora e cultural. “Equilibrium” surge, assim, como um dos trabalhos mais conceituais da carreira de Anitta, equilibrando suas raízes brasileiras com uma visão global e apontando para um novo momento artístico: mais íntimo, simbólico e conectado com diferentes dimensões da experiência humana.
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