Fica 2024 divulga filmes selecionados.

Joao Ribeiro • 23 de abril de 2024


A lista dos filmes selecionados para a 25ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) foi divulgada na segunda-feira (22/4). Foram escolhidas 42 produções que passaram por uma rigorosa curadoria e concorrerão em uma das quatro mostras competitivas. A lista completa dos filmes selecionados está disponível no site oficial do festival. O evento está marcado para acontecer entre os dias 11 e 16 de junho, na cidade de Goiás.


Este ano, o Fica recebeu um número recorde de inscrições, totalizando 1.019 filmes de 77 países diferentes interessados em participar das mostras competitivas: Mostra Washington Novaes, Mostra de Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Mostra do Cinema Goiano e Mostra Becos da Minha Terra, voltada para produtores audiovisuais da Cidade de Goiás. O aumento significativo nas inscrições, quase o dobro da edição anterior, reflete a relevância do festival e o crescente interesse pela questão ambiental no cenário global.


As premiações do festival variam de R$ 5 mil a R$ 35 mil, além de troféus e menções honrosas. O diretor de programação do Fica, Pedro Novaes, atribui esse aumento de inscritos à reconhecida importância do festival, à crescente relevância da pauta ambiental e ao uso de uma nova plataforma de inscrições, a Film Freeway, que atrai festivais internacionais de renome.


Ao todo, foram selecionados 12 longas-metragens e 31 curtas ou médias metragens, com destaque para a presença de filmes brasileiros, estrangeiros e produções locais de Goiás. O Fica 2024 promete uma programação multicultural, com mostras competitivas, debates, atividades ambientais e atrações culturais, consolidando-se como um dos principais eventos do gênero no Brasil e no mundo.


Filmes selecionados:

 

MOSTRA WASHINGTON NOVAES

 

Longa-Metragens

 

1 - De Longe Toda Serra é Azul

 

From Afar Every Mountain Range is Blue

 

Brasil/Brazil (DF), 2023, Documentário/Documentary, 85'

 

Direção/Direction: Neto Borges

 

O indigenista Fernando Schiavini revisita lugares e aldeias por onde passou na década de 70, época em que pouco se conhecia sobre o "Brasil profundo". A história do indigenismo brasileiro narrada por quem a viveu e ajudou a escrevê-la a partir da linguagem da solidariedade.

 

2 - Itu Ninu

 

México/Mexico, Experimental, 72', 2023

 

Direção/Direction: Itandehui Jansen

 

 

No futuro não tão distante de 2084, Ángel encontra-se preso como um migrante climático numa cidade inteligente não especificada, sob vigilância constante. Em meio a uma existência sombria e opressiva, Ángel ganha a vida cultivando plantas, preservando a sabedoria murcha das sementes. Nessa paisagem desolada, ele cruza o caminho de Sofia, outra migrante climática que trabalha numa instalação de reciclagem. O destino entrelaça suas vidas quando um encontro casual revela uma conexão inesperada: uma linguagem compartilhada. Alimentando o desejo de Ángel por conexão humana e um vislumbre de esperança, ele estende a mão para Sofia. Ciente do onipresente monitoramento digital, Ángel decide comunicar-se com ela através do meio atemporal da caneta e do papel, promovendo um vínculo íntimo e clandestino. À medida que a sua correspondência secreta se desenrola, cresce uma amizade entre Ángel e Sofia, assim como o seu desejo de libertação do controle excessivo.


 

3 - Línguas da Floresta

 

Languages of the Forest

 

Brasil/Brazil (RJ), 2024, Documentário/Documentary, 72'

 

Direção/Direction: Juliana de Carvalho, Vicente Ferraz

 

 

Línguas da Floresta faz uma imersão na diversidade cultural amazônica através da história, das vivências e contradições de homens e mulheres que se dedicaram ao estudo das línguas dos povos originários dessa imensa região do planeta. O filme destaca a experiência acumulada no Alto Rio Negro, principalmente no município de São Gabriel da Cachoeira. Além dos seus mais de 100 mil km2, o município possui uma das maiores concentrações de idiomas do planeta: são 18 etnias se comunicando por meio de quatro grandes famílias linguísticas ramificadas em duas dezenas de idiomas, como seu grande rio que vem esgalhado desde as remotas cabeceiras, abrindo caminhos numa floresta grandiosa e diversa.


Se no começo foram os colonizadores e comerciantes que lá aportaram procurando compreender as línguas faladas no Alto Rio Negro para poder explorar o trabalho indígena, as missões católicas e evangélicas que seguiram tinham apenas a catequese como objetivo final, mesmo à custa do desaparecimento da cultura de muitos desses povos. Nessa região, podemos experienciar a história da colonização do Brasil. Na chegada dos colonizadores, viviam nessas terras 1.500 nações linguísticas, hoje, sobraram em torno de 150 línguas indígenas faladas no território Brasil. O filme mostra a herança Guarani da grande São Paulo, as pesquisas do Museu Goeldi, as trágicas perdas com o incêndio do Museu Nacional, a importante iniciativa da construção do Museu do Índio, hoje Museu dos Povos Indígenas, na então capital do Brasil. Línguas da Floresta homenageia o importante trabalho dos linguistas e instituições que se dedicam a estudar e proteger esse importante patrimônio humano, nossa língua, base de nossa identidade.

 

 

4 - Los Dias que Vivimos

 

The days we lived

 

Espanha/Spain, 2023, Documentário/Documentary, 109'

 

Direção/Direction: Chus Barrera, Pablo Barrio

 

Depois de um mês de atividade que deixou milhares de evacuados e centenas de casas destruídas, os habitantes do Vale do Aridane (La Palma, Ilhas Canárias) tentam conviver com um vulcão que continua o seu avanço destrutivo e cujo fim não parece próximo. À medida que a lava esculpe uma nova paisagem, também transforma os seus habitantes, virando as suas vidas de cabeça para baixo e depois reconstruindo-as das cinzas. Jornalistas, serviços de emergência, cientistas, turistas e vizinhos reúnem-se em infinitos cenários e situações do cotidiano. As suas histórias retratam um tempo e um espaço inusitados onde a natureza colocou aos seus pés humanos que olham incertos para o seu futuro e tentam recuperar o seu lugar no mundo.

 

 

5 - Não Haverá mais História sem Nós

 

No more history without us

 

Brasil/Brazil (PA), 2024, Documentário/Documentary, 76'

 

Direção/Direction: Priscilla Régis Brasil

 

Submersos no mar de greenwashing que os afoga diariamente, dois realizadores amazônicos resolvem denunciar, nesse manifesto em filme, as entranhas do histórico processo de invenção e exploração da floresta como um jardim do éden inesgotável. Entre Munique e Belém, eles revelam como o racismo e o preconceito, do Brasil e do mundo, até hoje se organizam na ideia do “vazio demográfico”, selvagem e incapaz de falar por si.

 

 

6 - Utopia Tropical

 

Tropical Utopia

 

Brasil/Brazil (DF), 2023, Animação/Documentário/Animation/Documentary, 77'

 

Direção/Direction: João Amorim

 

Utopia Tropical é um documentário que convida à reflexão sobre as questões políticas, sociais e econômicas que moldaram a América Latina. Por vezes tratados como ocupantes algo indisciplinados do quintal norte-americano, os povos da América Latina e particularmente do Brasil têm aqui sua proposta civilizacional e sua luta de independência contadas pelo linguista e analista político norte-americano Noam Chomsky e pelo diplomata brasileiro Celso Amorim. Ao mesmo tempo, personagens, testemunhas e analistas de quase um século de história, Chomsky e Amorim jogam luz sobre acontecimentos chave dessa caminhada e buscam as frestas que apontam para uma América Latina mais justa e plural. “A história não se repete, mas às vezes rima”, Mark Twain.

 

Curtas e Médias-Metragens

 

1- Bibiru: Kaikuxi Panena

 

Brasil/Brazil (SP/AP), 2023, Documentário/Documentary, 59'

 

Direção/Direction: Latsu Apalai, André Lopes

 

 

A história de Bibiru, um kaikuxi (cachorro) que ficou panena, sem sorte na caçada, e a tentativa de cura do seu dono Waranaré Wayana, para voltarem a caçar juntos. Numa intensa caçada, jovens aprendem sobre a origem dos cachorros ancestrais e os cuidados que devem continuar tomando ao caçar em seu território. Reflexões indígenas sobre as relações entre humanos e não-humanos ajudam a iluminar as próprias interações que os não-indígenas estabelecem com os animais dos quais se alimentam. Todas as imagens foram realizadas por jovens Wayana e Apalai, que aprendiam a filmar pela primeira vez na aldeia Bona (PA).

 

 

2 - Big Bang Henda

 

Portugal, 2023, Documentário/Documentary, 22'

 

Direção/Direction: Fernanda Polacow

 

 

Derrubar estátuas e símbolos, construir novas memórias, enquadrar a paisagem destruída, escrever cartas ao futuro, inverter dinâmicas de poder: Big Bang Henda é um documentário-poesia-manifesto sobre a obra do artista angolano Kiluanji Kia Henda. Ele nos leva numa viagem através das suas criações e reflexões, que estão na vanguarda do pensamento anticolonial, instando-nos a considerar como as gerações que cresceram durante ou após a guerra reinterpretam esse acontecimento.

 

 

3 - Consumidos

 

Consumed

 

Brasil/Brazil (GO), Animação/Animation, 15'

 

Direção/Direction: Caco Pereira

 

 

Lázaro anseia pelo prazer de comer num futuro onde a comida é um artigo de luxo e a maioria da população se alimenta de comprimidos.

 

 

4 - Floresta - Um Jardim que a Gente Cultiva

 

Forest - A Garden We Cultivate

 

Brasil/Brazil (SP), 2023, Documentário/Documentary, 42'

 

Direção/Direction: Mari Corrêa

 

 

O que tem a ver a vida das cidades com a vida dos indígenas? A luta pelo território é uma luta ultrapassada? É uma luta primitiva? É uma luta para voltar ao passado? Floresta - Um Jardim que a Gente Cultiva revela um novo olhar sobre as relações entre floresta e povos indígenas e seu papel fundamental no combate à crise climática para a garantia da nossa própria existência.

 

5 - Juvana de Xakriabá

 

Juvana of Xakriabá

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 25'

 

Direção/Direction: Silvana Beline

 

Em Juvana de Xakriabá, mergulhamos no Acampamento Terra Livre de 2019, onde Juvana, uma jovem estudante indígena, entrevista mulheres guerreiras de diferentes etnias, revelando histórias de luta, resistência e esperança. As narrativas destacam a importância da preservação das tradições ancestrais e a força das mulheres indígenas na defesa de seus territórios e na promoção da justiça ambiental. O curta celebra a resiliência das comunidades indígenas e destaca o papel fundamental das mulheres nessa luta.

 

6 - Little Baluches

 

Irã/Iran, 2024, Documentário/Documentary, 62'

 

Direção/Direction: Raya Nasiri

 

ShirAbad é um bairro no subúrbio da cidade de Zahedan, na província de Sistão-Baluchistão, no Irã, onde a população espera um futuro melhor, apesar de suas privações. Neste filme, tentamos retratar crianças cujos corações batem por um futuro brilhante…

 

7 - Madruga Bikes

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção: Larry Machado

 

 

Claudiomar Felipe, também conhecido como Madruga, é inventor e customizador de bicicletas e atualmente está reformando e reformando seu projeto mais antigo.

 

 

8 - The Water Manifesto: Osun (Water for Gold)

 

Nigéria/Nigeria, 2022, Documentário/Documentary, 51'

 

Direção/Direction: Anuoluwapo Adelakun

 

Este documentário expositivo investiga o mundo da mineração não regulamentada de ouro no estado de Osun, que causou a poluição do rio Osun e afetou o meio ambiente e os meios de subsistência de milhões de pessoas. Esta é uma jornada para descobrir todo um ecossistema de ganância e corrupção que coloca as gerações futuras em risco.

 

 

MOSTRA BECOS DA MINHAS TERRA

 

1 - Bdeery

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 13'

 

Direção/Direction: Hélio Simplício

 

O documentário acompanha a trajetória estudantil em uma universidade pública de uma estudante indígena Karajá na busca por conhecimento fora da aldeia. Busca refletir os desafios enfrentados por essa estudante em se manter na universidade e morar longe de sua aldeia e sua família. Sendo essa a realidade de muitos estudantes indígenas Brasil afora.

 

2 - chuva - este filme não é meu

 

rain - this movie is not mine

 

Brasi/Brazill (GO), 2023, Documentário/Documentary/Experimental, 14'

 

Direção/Direction: Antônio Fabrício Evangelista Barbosa

 

Composto por imagens e sons coletados na internet e ressignificados no processo de montagem, este ensaio poético-visual parte do itan “Obaluaiê tem as feridas transformadas em pipoca por Iansã”. Nessa reverência às iyabás Iansã, Nanã e Iemanjá, a potência de suas características e ritmos dão ensejo à uma reflexão sobre transformação, encantamento e movimentos cíclicos.

 

3 - Filme Método

 

Film Method

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 14'

 

Direção/Direction: Henrique Rocha Hernandes

 

Filme Método consistiu na produção de dispositivos pedagógicos que evocaram questões entre as relações entre cinema e educação com práticas aplicáveis de realização de formas de oficinas técnicas e teóricas com a turma do 9º ano, relacionando assim, através da memória, identidade e território, partindo pela história da professora Terezinha de Jesus Rocha, nomeada pelo reconhecimento do seu trabalho pedagógico em seus anos de vida na escola da Buenolândia.

 

4 - Nóia

 

Paranoia

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 3'

 

Direção/Direction: Vincent Glen Gielen, Gabriel Tavares

 

Por mais que se corra, há coisas nessa vida que não se pode escapar. Uma simples caminhada pode se transformar em uma fuga para resguardar a integridade física e a sanidade mental.

 

5 - Pop Star

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Ficção/Fiction, 8'

 

Direção/Direction: Arthur Oliveira Cintra, Lakshmi Hardy, Vincent Glen Gielen

 

Arthur Cintra é um músico que almeja fama e sucesso, mas sua vida parece não correr tão bem e seus sonhos distantes de serem concretizados. Porém, às vezes,  é preciso ir um pouco mais longe para se encontrar o tão almejado sucesso.

 

6 - Portellas na Estrada

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 17'

 

Direção/Direction: Coletivo 1º A.v.

 

A cidade de Goiás recebe diariamente turistas e cada um traz consigo histórias que merecem registro. Djalma Araújo esteve conosco, o Coletivo 1º A.v., em entrevista na entrada do IFG-Goiás. Compartilhou experiências de vida e seu atual modo de vida, morando em seu motorhome. Em seus assuntos, ele revelou sobre sua participação como testemunha ocular na história do cinema nacional, e as circunstâncias em que conheceu seu pai, com 70 anos de idade.

 

 

7 - Revolução dos Bustos

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 8'’

 

Direção/Direction: Antonio Carlos Gomes

 

Na cidade de Goiás, a chegada de um busto traz consigo um destino enigmático, envolvendo Serafim em uma caminhada pelas ruas e praças, em busca da revelação do mistério.

 

 

8 - Sujas de Carmim

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Ficção/Fiction, 15'

 

Direção/Direction: Silvana Beline

 

Duas mulheres de classes sociais diferentes, unidas pela paixão por um cantor brega, viajam do Sul e Centro-Oeste do Brasil até Minas Gerais para homenageá-lo após sua morte.

 

9 - Tempo Tormento

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 15'

 

Direção/Direction: Agla Manzan

 

Cecília é uma jovem escritora que luta contra o vazio emocional causado pela pandemia do Covid-19 e pela perda da namorada. Emily Dickinson, a famosa poeta do século XIX, surge para se tornar uma figura mentora em sua imaginação, inspirando-a a redescobrir sua poesia. Cecília embarca em uma jornada onírica de palavras e memórias.

 

10 - Yané Kérupi - Mulheres Indígenas Nas Artes

 

Yané Kérupi - Indigenous Women in Arts

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 11'

 

Direção/Direction: Saracura do Brejo

 

O Brasil inteiro é Terra Indígena, mas diante de um contexto de guerra que se estende há mais de 500 anos contra esses povos, como a arte feita por mulheres indígenas pode transformar esse cenário?

 

The whole of Brazil is Indigenous Land, but given a context of war that has been going on for more than 500 years against these peoples, how can art made by indigenous women transform this scenario?

 

MOSTRA DO CINEMA GOIANO

 

Longas-Metragens

 

1 - Capim Navalha

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 90'       

 

Direção/Direction: Michel Queiroz

 

 

Capim Navalha é um documentário de longa-metragem que retrata questões vividas de forma empírica por personagens trans na Chapada dos Veadeiros. Pessoas diferentes entre si, complexas por suas trajetórias retratadas em imagens, sons, territórios corporais, geografia, decoloniais, interseccionais, e suas vivências LGBTQIAPN+. O filme apresenta narrativas de genêro dissidentes, elaborando fricção e alteridade com análise sobre a biopolítica e a necropolítica que permeiam a sociedade nos cis-temas dentro do Centro-Oeste.

 

 

2 - Diaspóricas 2

 

Diasporics 2

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 75'

 

Direção/Direction: Ana Clara Gomes

 

A música brasileira é uma mulher negra e o encontro de mulheres em diáspora é capaz de ressignificar as opressões estruturais do racismo e do sexismo. As histórias das musicistas goianas Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa se cruzam em um encontro musical e ancestral inédito para rememorar o passado e pensar um afrofuturo de possibilidade ao povo negro. Elas são terra, fogo e ar que, quando se encontram, tornam-se o movimento das águas para fazer fluir a vida por meio da música.

 

Granada

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Documentário/Documentary, 71'

 

Direção/Direction: Benedito Ferreira

 

O bailarino Dom anda elegante com seu lenço de poá pelas ruas do centro de Goiânia enquanto o diretor Benedito Ferreira segue em seu esforço cotidiano de observação e fotografias da cidade. Uma tentativa de retrato, um breve diálogo e, de repente, os dois se sentam em um bar para conversar. Desse encontro fortuito, nasce uma amizade e um plano para um último e grandioso espetáculo de dança flamenca no Centro-Oeste do Brasil.

 

Curtas-Metragens

 

1 - A Chuva do Caju

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 21'

 

Direção/Direction: Alan Schvarsberg

 

No coração de um vale escondido nas profundezas do Brasil central, Seu Alvino e Dona Neusa plantam e colhem o que a terra dá, como o cajuzinho do cerrado e o baru. Após mais de dois séculos, o tempo continua passando lento no quilombo Vão de Almas, apesar da seca cada vez mais severa.

 

2 - Aurora Frugum

 

Brasil/Brazil (GO), 2024, Experimental, 11'

 

Direção/Direction: Dan Oliveira

 

Cores adulteradas, aromas artificiais e texturas enganosas. Uma experiência subversiva se desenrola, confrontando não apenas a percepção, mas também a moralidade por trás daquilo que consumimos.

 

3 - Mel Tamarindo

 

Brasil (GO), 2023, Experimental, 25'

 

Direção: Izabela Nascente

 

Mel Tamarindo é uma peça-filme da Cia. Ju Cata-Histórias criada a partir de três músicas de Siba Veloso. Suas composições trazem uma poética particular nas letras, com traços de humor e sagacidade e um mergulho em importantes tradições populares pernambucanas, como o Maracatu rural, a Ciranda e o Cavalo Marinho. Transitando entre as ideias sobre o tempo, o bicho-gente e a festa, presentes nas músicas escolhidas, os atores Kesley Rocha, Juliana Mado e Vinícius Bolívar, sob a direção de Izabela Nascente, dançam, encenam e transitam entre o universo onírico e o cotidiano.

 

4 - Pirenopolynda

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Izzi Vitório, Tita Maravilha, Bruno Victor

 

Em Pirenópolis, Goiás, a Festa do Divino acontece há 200 anos. Tita nasceu na pequena cidade e guarda memórias afetivas preciosas sobre a festa. Anos depois, ao revisitar essas memórias, a artista pretende reconstruir e retradicionalizar a festa sob um viés afetivo decolonial.

 

5 - Sobre a Cabeça os Aviões

 

Above the heads the airplanes

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 19'

 

Direção/Direction: Amanda Costa, Fausto Borges

 

A partir do crime que envenenou 92 pessoas em 2013, na Escola Municipal Rural São José do Pontal, em Rio Verde (GO), o curta-metragem revela os impactos da pulverização aérea de agrotóxicos na vida e no futuro de crianças em comunidades do campo em Goiás. Entre o encantamento e o medo, a narrativa é conduzida a partir de seus próprios olhares.

 

6 - Um Homem Nu

 

A Naked Man

 

Brasil/Brazil (GO), 2023, Ficção/Fiction, 21'

 

Direção/Direction: Viviane Goulart

 

Instigado com um acontecimento em seu bairro, Marcão mata sua curiosidade ao encontrar Jenny, a rainha da latada, que conta a ele sobre sua noite com Gilberto, e a surpresa feita por Primo e Rato.

 

MOSTRA DO CINEMA INDÍGENA E DE POVOS TRADICIONAIS

 

Longas-Metragens

 

1 - A Transformação de Canuto

 

Canuto's Transformation

 

Brasil/Brazil (PE/SP), 2023, Documentário/Documentary, 130'

 

Direção/Direction: Ariel Kuaray Ortega, Ernesto de Carvalho

 

Em uma pequena comunidade Mbyá-Guarani entre o Brasil e a Argentina, todos conhecem o nome Canuto: um homem que muitos anos atrás sofreu a temida transformação em uma onça e depois morreu tragicamente. Agora, um filme está sendo feito para contar a sua história. Por que isso aconteceu com ele? Mas, mais importante, quem na aldeia deveria interpretar o seu papel?

 

2 - Mátria Amada Kalunga

 

Beloved Mother Kalunga

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 70'

 

Direção/Direction: Lak Shamra, Thassio Freire

 

Após a calamidade pública da enchente do Rio Paranã de 2022, 27 mulheres kalunga de Goiás compartilham suas origens e seus cotidianos atuais.

 

3 - Sekhdese

 

Brasil (PE), Documentário, 86'

 

Direção: Graciela Guarani, Alice Gouveia

 

"Sekhdese" significa "sabedoria", em Yathê, língua do povo Fulni-ô, do Nordeste do Brasil. Sabedoria das mulheres indígenas, expondo a luta pela terra, cultura, meio ambiente e o etnocídio do qual são vítimas, pelas investidas das igrejas neopentecostais.

 

Curtas -Metragens

 

1 - Caminhos Ciganos

 

Romanies Paths

 

Brasil/Brazil (MT), 2023, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Aluízio de Azevedo

 

Codireção/Codirection: Rodrigo Zaiden, Karen Ferreira   

 

Os caminhos que levam ao universo romani em três países, Brasil, Portugal e França, são apresentados numa narrativa poética e intimista, inspirada na estética do premiado cineasta cigano Tony Gatlif, diretor de Lacho Drom (1992) e Gadjo Dilo (1997). Em destaque, as culturas ciganas vistas de dentro, valorizando imaginários próprios. A viagem começa com a família de um cineasta da etnia Calon, em Mato Grosso, que corta o Brasil e atravessa o Oceano Atlântico para reencontrar sua ancestralidade, registrando cada comunidade, seus personagens e cotidianos marcantes, nuances de manifestações culturais, modos de vida e tradições romani, como também denúncias de exclusão e perseguição históricas.

 

2 - Meada Cor Kalunga

 

Kalunga Color Hank

 

Brasil/Brazil (GO), 2022, Documentário/Documentary, 24'

 

Direção/Direction: Marta Kalunga, Alcileia Torres, Ana Luíza Reis de Sá

 

Assim como dois troncos de raízes fortes do Cerrado, as duas cumades Marta Kalunga e Dirani Kalunga preparam as meadas e o tingimento no quilombo Vão de Almas de Goiás.

 

3 - Nossa Terra

 

Our Land

 

Brasil/Brazil (AM), Documentário/Documentary, 14'

 

Direção/Direction: Maxwell Polimanti, Adriana Farias

 

O documentário Nossa Terra é uma jornada pela riqueza cultural e sabedoria ancestral dos agricultores indígenas da etnia Tuyuka, que habitam a região do Rio Negro, na Amazônia. Com mais de 300 variedades de plantas, frutas e vegetais cultivados, eles contribuem fornecendo alimentos saudáveis para uma cidade e mantêm uma relação íntima com a terra e suas tradições. Entre os destaques do filme, estão o “ajuri” e a “capoeira”, trabalho coletivo e processo do roçado, cujo cotidiano gira em torno da mandioca, elemento essencial de sua cultura e subsistência. Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, esse sistema agrícola é um testemunho vivo da harmonia dos povos-floresta, mas que está em risco pelos impactos das mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas que degradam o meio ambiente.

 

4 - Pyr

 

Brasil/Brazil (PA), 2023, Documentário/Documentary, 2'

 

Direção/Direction: Bepunu Kayapó

 

Kokopy prepara o urucum para pintar a família.

 

5 - Tuire, o gesto do facão

 

Tuire the gesture of the machete

 

Brasil/Brazil (PA), 2023, Documentário/Documentary, 9'

 

Direção/Direction: Simone Giovine, Coletivo Beture

 

A guerreira Tuire relata para o neto Patkore detalhes sobre o lendário gesto do facão na mobilização contra Belo Monte em Altamira.

 

6 - Vãnh gõ tõ Laklãnõ

 

Brasil/Brazil (SC), 2022, Documentário/Documentary, 25'

 

Direção/Direction: Barbara Pettres, Flávia Person, Walderes Coctá Priprá

 

Uma arqueóloga, um poeta, um pastor e kujá, uma professora e um cantor de rap remontam a história do seu povo, os Laklãnõ/Xokleng, habitantes do sul do Brasil: o tempo do mato, a quase extinção, a retomada da língua e cultura e o protagonismo político.



19 de fevereiro de 2026
Com mais de dez anos de atuação na produção cultural, Thiago Nunes construiu sua trajetória começando pelos bastidores operacionais até assumir funções estratégicas como Diretor de Eventos e Produtor Técnico. Ao longo do caminho, acumulou experiências com artistas nacionais, projetos incentivados e festivais que ajudaram a fortalecer a cena independente de Goiânia. Hoje, ele é um dos profissionais que acompanham de perto a transformação da noite na capital, unindo gestão, curadoria e visão de mercado. Na entrevista a seguir, Thiago fala sobre aprendizados, desafios, impacto social da cultura e o que o motiva a seguir investindo na música e nos eventos da cidade.  Entrevista | Thiago Nunes Como você começou na produção cultural? Eu comecei lá atrás trabalhando mais na parte operacional mesmo, produção de palco, ajudando na organização dos eventos, lidando direto com banda, equipe técnica… e fui me apaixonando pelo processo todo. Com o tempo, fui entendendo não só a parte artística, mas também a gestão, o financeiro, a curadoria. Hoje eu já estou há mais de 10 anos nessa área e basicamente respiro produção cultural. Você já trabalhou com muitos artistas e casas importantes. O que essas experiências te ensinaram? Me ensinaram principalmente jogo de cintura (risos). Evento nunca sai 100% como planejado, então você precisa ser ágil, resolver problema rápido e manter a calma. Trabalhar com artistas nacionais e internacionais também me trouxe uma visão mais profissional sobre padrão técnico, organização e experiência do público. O Projeto Eixo Musical foi um marco na sua carreira. Como foi essa experiência? Foi muito especial. A proposta era levar música e arte para lugares onde normalmente não tem esse tipo de programação, como terminais de ônibus e espaços públicos. Eu cuidava desde a curadoria até a prestação de contas das leis de incentivo. Foi ali que eu realmente entendi o impacto social que a cultura pode ter. Hoje você atua como Diretor de Eventos e Produtor Técnico. Como é sua rotina? É intensa (risos). Envolve curadoria, negociação com artista, planejamento financeiro, marketing, logística, som, luz… às vezes estou resolvendo contrato e cinco minutos depois estou conferindo rider técnico. Em 2025, por exemplo, foram mais de 80 eventos só em um dos espaços. Então é muita organização e muita paixão pelo que faço. Você também está envolvido com festivais importantes. O que mais te motiva nesses projetos? Fortalecer a cena local. Eu acredito muito na música independente e em criar pontes entre artistas e público. Festival é um desafio enorme, mas quando você vê o público conectado, artistas felizes e a cena crescendo, vale cada segundo. Qual é o seu diferencial como profissional? Acho que é justamente ter passado por todas as etapas. Eu já carreguei equipamento, já fui chefe de palco, já cuidei de camarim, já fiz prestação de contas… então hoje, quando eu dirijo um evento, eu entendo cada detalhe do processo. Isso me dá uma visão mais completa e estratégica.
Por Joao Ribeiro 10 de fevereiro de 2026
O Carnaval será estendido em Goiânia: o Festival Mafuá chega à capital com uma programação gratuita que integra música, dança, oficinas criativas e diferentes atrações artísticas. O evento será realizado nos dias 21 e 22 de fevereiro, no Centro Cultural Martim Cererê, com o propósito de valorizar artistas locais, democratizar o acesso à folia e promover ações voltadas à sustentabilidade, diversidade e inclusão. Idealizado por produtores culturais goianos, o Mafuá nasceu da necessidade de ampliar as opções de Carnaval na capital, oferecendo uma alternativa acessível e gratuita para além dos blocos tradicionais, geralmente pagos. No dia 21, a partir das 13h, o público poderá participar da Oficina de Upcycling e confecção de peças carnavalescas, com Thaluuk. No dia 22, a oficina “Lixo ritmado, batuque reciclado” será conduzida pelo Grupo Vida Seca, a partir das 10h. Também no dia 22, a programação musical terá início às 13h e incluirá shows do Coletivo Selvática, Grupo Dona da Roda e Bloco Tambores do Orum, além de uma performance de Stella de Eros. Entre os principais diferenciais do evento está o lineup diversificado, que transita pelo samba, discotecagem, culturas afro e ballroom. O festival também se destaca pelo compromisso com a acessibilidade, oferecendo infraestrutura adequada, intérprete de Libras nos shows de samba e comunicação digital com legendas e texto alternativo. “O Festival Mafuá surgiu do nosso desejo de permitir que o Carnaval em Goiânia seja acessível e diverso. Queremos criar um espaço em que a cultura e o cerrado goiano sejam valorizados. O apoio da Lei Aldir Blanc, por meio do Governo de Goiás, é fundamental para que esse projeto se fortaleça e alcance cada vez mais pessoas que querem aproveitar o carnaval, mas não têm acesso aos blocos pagos ”, destaca Nikolly dos Santos Neto, coordenadora de produção do evento. Na primeira edição, realizada em 2024, o Festival Mafuá reuniu cerca de 1.500 pessoas, contou com a participação de 14 artistas, capacitou 50 pessoas em oficinas e arrecadou mais de 900 litros de leite. Neste ano, a entrada para os shows continua gratuita, com sugestão de doação voluntária de 1 litro de leite como ingresso solidário. As oficinas exigem inscrição prévia online, por meio de formulário a ser divulgado nas redes sociais do evento. Serviço: Evento: Festival Mafuá Quando: 21 e 22/02 Onde: Centro Cultural Martim Cererê Horário: Dia 21: Oficina às 13h. Dia 22: Oficina às 10h e programação musical às 13h. Entrada: Gratuita. Para oficinas, é necessário inscrição prévia. Instagram: @mafuafestival
Por Joao Ribeiro 10 de fevereiro de 2026
A programação de Carnaval do Lowbrow Lab Arte & Boteco chega ao fim neste domingo, dia 15 de fevereiro, com a realização da segunda edição do QU3BRA , evento que promete ocupar o espaço e o calçadão com uma maratona musical e artística ao longo de todo o dia. A partir das 14h, o público poderá conferir um verdadeiro mini festival, que reúne mais de 15 artistas da cena local e tem como grande destaque a presença do DJ CIA (SP) , um dos nomes mais respeitados do hip hop e do rap nacional. Criado em 2023, o QU3BRA surgiu com a proposta de fortalecer a cena de rap, trap, funk e outros desdobramentos da música eletrônica, além de promover a quebra de preconceitos e valorizar as expressões culturais das periferias. A edição de Carnaval consolida o evento como um dos pontos altos da folia alternativa em Goiânia, reunindo música, arte, diversidade e ocupação do espaço urbano. Além do DJ CIA, o line-up conta com nomes como DJ Lu, Rakel Reis, Renedy, PKN, Chosen, Set das Minas, Yanz, Os Girassom, Fuji, Nubreak, Tobeats, Ju Gonzaga e Olakunle , entre outros artistas que comandam a pista ao longo do dia. A proposta é criar uma experiência contínua, com diferentes sonoridades dialogando entre si e refletindo a potência da produção cultural local. A programação vai além da música. O público também poderá acompanhar grafite ao vivo, exposições de arte, feira criativa, sala sensorial e ações de sustentabilidade , ampliando a experiência para além dos shows e reforçando o caráter multidisciplinar do evento. A pré-festa do QU3BRA, realizada na última sexta-feira (6), teve casa cheia e funcionou como um esquenta para a edição deste domingo. Referência nacional DJ CIA é considerado um dos maiores DJs e produtores do hip hop brasileiro. Com uma trajetória marcada por prêmios em batalhas de DJs e atuação como jurado em importantes competições do gênero, o artista também se consolidou como produtor musical de referência. Entre seus trabalhos mais emblemáticos está a produção do álbum “Cores e Valores” , dos Racionais MC’s , além de colaborações com nomes como Daniela Mercury, Caetano Veloso, Elza Soares, Seu Jorge e Ana Carolina . Fundador da gravadora BEATLOKO , DJ CIA mantém intensa atuação no Brasil e no exterior, com apresentações em grandes palcos e festivais como o Réveillon de Copacabana, Lollapalooza e PercPan, além de turnês pela Europa, Estados Unidos, Japão e Austrália. Em sua trajetória, carrega ainda a história do grupo RZO – A Rapaziada da Zona Oeste , um dos pilares do rap nacional, responsável por revelar artistas como Negra Li e Sabotage . Os ingressos para o QU3BRA estão disponíveis na plataforma Sympla , pelo valor de R$ 30 , mais taxa de serviço. O Lowbrow Lab Arte & Boteco está localizado na Avenida Transbrasiliana, nº 434, no Parque Amazônia, em Goiânia. SERVIÇO QU3BRA – Festival 📅 Data: Domingo, 15 de fevereiro ⏰ Horário: A partir das 14h 📍 Local: Lowbrow Lab Arte & Boteco – Av. Transbrasiliana, nº 434, Qd. 243, Lt. 20, Parque Amazônia – Goiânia (GO) 🎟️ Ingressos: R$ 30 pela plataforma Sympla 📲 Mais informações: @lowbrow.arte | @lowbrow.galeria
Por Joao Ribeiro 9 de fevereiro de 2026
O Super Bowl 2026 foi muito além de futebo americano e música. Foi território latino. Foi perreo, foi estética de quebrada, foi política feita no palco mais vigiado dos Estados Unidos. Bad Bunny pegou o intervalo do maior evento esportivo do país e transformou tudo em um grito coletivo da América Latina . Direto de Porto Rico pro mundo, o artista levou sua identidade sem pedir licença. Teve bandeira, teve corpo, teve dança, teve som latino ecoando num espaço que historicamente sempre foi branco, americano e conservador. Bad Bunny não suavizou nada: colocou o perreo no centro, levou sua casita pro palco e mostrou que cultura latina não é tendência, é raiz. O cenário virou ponto de encontro da latinidade global. Pedro Pascal, Karol G, Cardi B, Young Miko, Jessica Alba, Alix Earle e outras figuras circularam como quem entende o recado: aquilo não era só um show, era representatividade ocupando espaço . As participações foram simbólicas. Lady Gaga entrou no jogo latino com uma versão em salsa de “Die With a Smile” e dançou “Baile Inolvidable”, enquanto Ricky Martin chegou trazendo memória, história e emoção em “Lo Que Le Pasó a Hawaii”. Diferentes gerações, um mesmo continente. No final, Bad Bunny fez o que poucos têm coragem naquele palco: citou todos os países da América, incluindo o Brasil , e deixou uma mensagem simples, direta e necessária: “A única coisa maior que o ódio é o amor.” "God Bless America" Num país marcado por muros, discursos anti-imigração e apagamentos culturais, Bad Bunny usou o Super Bowl como ferramenta de afirmação política, estética e afetiva . Mostrou que a América é múltipla, conectada e viva. Os vídeos já circulam nas redes e deixam claro: aquele intervalo não foi entretenimento. Foi história sendo escrita em espanhol, com ritmo caribenho e consciência latina .
5 de fevereiro de 2026
O Grito Goiânia realiza mais uma edição durante o Carnaval e reafirma seu papel como uma das principais alternativas culturais da cidade no período festivo. Criado em 2005, o festival chega a 2026 consolidado como um evento voltado à diversidade musical, à juventude e à valorização da cena independente, reunindo diferentes estilos, linguagens e públicos. A edição deste ano acontece no dia 21 de fevereiro , no Centro Cultural Martim Cererê , a partir das 16h , com entrada gratuita mediante doação de 1kg de alimento não perecível ou 1 litro de leite . Os ingressos devem ser retirados previamente pela plataforma Shotgun . Realizado em rede em sua criação, o Grito integrou um circuito que acontece simultaneamente em mais de 150 cidades do Brasil e do mundo , conectando cenas locais e promovendo intercâmbio cultural. Em Goiânia, o festival nunca deixou de acontecer e mantém seu compromisso histórico com a música autoral, a diversidade e a ocupação criativa dos espaços públicos. A programação será distribuída em dois palcos. No Palco Biomma , se apresentam A Última Theoria, Rocco, Johnny Suxxx e as Panteras, Sheena Ye, Línguas Envenenadas, Tatame e Vertigo. Já o Palco Smirnoff recebe uma sequência de DJs com sets que transitam por funk, pancadão, latinidades, brasilidades, emo e música eletrônica, com nomes como Bruna Mendez, Devito, Gabi Mattos, Barbara Novaes, DJ Lu, Danni Ribbs, Kaemi, Jorgão, Faell e DJ Satiko Natasha. Com uma proposta plural e inclusiva, o Grito Goiânia segue fortalecendo a cena cultural local e oferecendo ao público uma experiência coletiva que vai além do carnaval tradicional, unindo música, diversidade e ocupação cultural até a noite. SERVIÇO | GRITO GOIÂNIA 2026 📅 Data: 21 de fevereiro 📍 Local: Centro Cultural Martim Cererê, Goiânia 🕓 Horário: a partir das 16h 🎟 Entrada: gratuita, mediante doação de 1kg de alimento não perecível ou 1 litro de leite 🎫 Ingressos: retirada antecipada pela plataforma Shotgun Programação Palco Biomma 23h – A Última Theoria 22h – Rocco 21h – Johnny Suxxx e as Panteras 20h – Sheena Ye 19h – Línguas Envenenadas 18h – Tatame 17h – Vertigo  Palco Smirnoff 21h30 – DJ Set Funk e Pancadão (Bruna Mendez & Devito) 20h30 – DJ Set Latinidades & Brasilidades (Gabi Mattos & Barbara Novaes) 19h30 – DJ Set Emo Night 18h30 – DJ Lu convida Danni Ribbs & Kaemi 17h30 – Jorgão & Faell 16h30 – DJ Satiko Natasha
Por Joao Ribeiro 4 de fevereiro de 2026
O Grammy Awards 2026 consagrou Bad Bunny como o maior vencedor da noite . O artista porto-riquenho levou três gramofones , incluindo o principal prêmio da cerimônia, Álbum do Ano , com Debí Tirar Más Fotos, tornando-se o primeiro artista da história a vencer a categoria com um disco gravado inteiramente em espanhol . Além do prêmio máximo, Bad Bunny venceu nas categorias Melhor Álbum de Música Urbana e Melhor Performance de Música Global , consolidando o impacto global de sua obra e o protagonismo da música latina no maior palco da indústria fonográfica. Apesar do destaque e da expectativa do público, o cantor não se apresentou na cerimônia , o que gerou estranhamento entre fãs e espectadores. A ausência, no entanto, teve um motivo contratual. Por que Bad Bunny não cantou no Grammy? Bad Bunny está confirmado como a atração principal do Halftime Show do Super Bowl , que acontece neste domingo (8) , no Levi’s Stadium , na Califórnia. Uma das cláusulas do contrato firmado com a NFL impede que o artista realize outras performances musicais durante o período que antecede o show de intervalo da final da liga de futebol americano. A situação foi mencionada durante a transmissão do Grammy pelo apresentador Trevor Noah , que explicou ao público o motivo da ausência. Mesmo assim, em um momento descontraído, Bad Bunny acabou soltando uma breve palinha de “DtMF” , uma das faixas mais populares do álbum premiado. Discurso contra o ICE gera repercussão A vitória histórica também foi marcada por um forte discurso político . Ao receber o prêmio de Álbum do Ano, Bad Bunny criticou o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) , em meio a um cenário de endurecimento das políticas migratórias no país. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos humanos e somos americanos”, declarou o artista, emocionado. A fala repercutiu imediatamente e chegou até a NFL , levantando questionamentos sobre a possibilidade de manifestações políticas durante o Super Bowl. NFL comenta discurso e show do Super Bowl Em coletiva de imprensa, o comissário da NFL, Roger Goodell , foi questionado se esperava novas declarações políticas por parte de Bad Bunny durante o evento esportivo. O dirigente afirmou que o Super Bowl não é o espaço adequado para manifestações desse tipo e disse confiar no entendimento do artista sobre a dimensão do palco que ocupa. Segundo Goodell, Bad Bunny foi escolhido não apenas por sua relevância artística, mas também por compreender o papel do evento como um momento de união e entretenimento global . “Essa plataforma serve para reunir pessoas por meio da criatividade e do talento. Acredito que Bad Bunny entende isso e fará uma grande apresentação”, afirmou o comissário. Música, cultura e política Mesmo impedido de cantar no Grammy, Bad Bunny saiu da premiação como o nome mais comentado da noite , tanto pelo feito histórico quanto pela coerência entre sua obra e seu posicionamento público. Debí Tirar Más Fotos é um álbum que mistura reggaeton, rap e pop , celebra a cultura porto-riquenha e aborda temas como memória, identidade e colonialismo. Às vésperas do Super Bowl, o artista chega ao maior evento esportivo dos Estados Unidos como símbolo cultural e político de uma geração , ampliando o alcance da música latina em um dos palcos mais vistos do planeta.
Por Joao Ribeiro 4 de fevereiro de 2026
Liniker anunciou oficialmente o lançamento de “Charme” , faixa apresentada pela primeira vez em dezembro durante sua participação na Mesinha do Tiny Desk Brasil . A música chega às plataformas de streaming nesta quinta-feira (5) e já é tratada pelos fãs como um dos lançamentos mais aguardados da artista neste início de ano. Na época da estreia, “Charme” chamou atenção pela atmosfera sensível e pela força poética da letra, que dialoga com identidade, corpo e liberdade, marcas já consolidadas na trajetória de Liniker. Segundo a própria cantora, a canção nasceu a partir de um período de forte conexão com a natureza. Em declaração anterior, a artista revelou que compôs a faixa após viver experiências intensas na Amazônia, especialmente durante uma temporada na Ilha de Marajó , onde passou por momentos de introspecção e inspiração. “Foi muito banho de rio”, contou Liniker ao falar sobre o processo criativo da música. Com uma carreira marcada por performances potentes e uma estética musical que mistura soul, MPB e pop contemporâneo, Liniker segue ampliando seu impacto na música brasileira. O lançamento de “Charme” reforça esse momento artístico e deve ganhar destaque nas playlists e nas redes nos próximos dias. A música estará disponível em todas as plataformas digitais a partir desta quinta-feira.
Por Joao Ribeiro 28 de janeiro de 2026
Os rappers WIU e Teto divulgaram novos detalhes sobre o aguardado álbum colaborativo “Colapso Global” , um dos lançamentos mais esperados do rap nacional neste início de ano. Em entrevista ao Portal POPline , concedida após uma apresentação em Salvador, a dupla confirmou que o projeto contará com 11 faixas inéditas e terá a participação especial do rapper cearense Don L . O álbum marca um novo capítulo na parceria entre os dois artistas, que já acumulam sucessos e milhões de streams em colaborações anteriores. Com “Colapso Global”, WIU e Teto apostam em expandir suas fronteiras sonoras e consolidar de vez a química artística que os conecta dentro do cenário do trap brasileiro. A participação de Don L é a primeira colaboração oficialmente confirmada no disco e adiciona um peso lírico significativo ao projeto. Reconhecido por sua escrita afiada e por trabalhos que dialogam com crítica social e inovação estética, o rapper deve contribuir para ampliar o alcance conceitual do álbum. Apesar da confirmação, WIU e Teto optaram por manter em sigilo os demais nomes que podem integrar a tracklist, aumentando a expectativa do público para o lançamento. A estratégia reforça o clima de mistério em torno do projeto, que já vem movimentando fãs e a cena do rap nas redes sociais. Com forte expectativa do mercado e do público, “Colapso Global” surge como uma das principais apostas do rap nacional em 2026, reunindo duas das maiores vozes da nova geração e a participação de um dos nomes mais respeitados da cena.
Por Joao Ribeiro 22 de janeiro de 2026
O cinema brasileiro voltou a ocupar lugar de destaque no cenário internacional. O filme “O Agente Secreto” conquistou quatro indicações ao Oscar 2026 , reforçando a força da produção nacional na maior premiação do audiovisual mundial. O longa aparece nas categorias de Melhor Filme , Melhor Elenco , Melhor Ator, com Wagner Moura e Melhor Filme Internacional , feito que não acontecia com uma produção brasileira desde Cidade de Deus, em 2004. O anúncio dos indicados foi feito na manhã desta quinta-feira (22), diretamente de Los Angeles, e trouxe uma surpresa especial: a indicação em Melhor Elenco , categoria inédita no Oscar após duas décadas sem novas inclusões. Nela, o filme brasileiro disputa espaço com produções como Hamnet, Marty Supreme, Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, reforçando o reconhecimento coletivo do trabalho artístico do longa. Na categoria de Melhor Filme Internacional , considerada uma das mais aguardadas para o Brasil, O Agente Secreto enfrenta títulos do Irã, Noruega, Espanha e Tunísia. Já Wagner Moura , indicado a Melhor Ator , concorre com nomes de peso do cinema mundial, como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan e Ethan Hawke, ampliando ainda mais a visibilidade do cinema nacional. A produção também aparece na disputa pelo prêmio máximo da noite, Melhor Filme , ao lado de grandes lançamentos internacionais como Frankenstein, F1, Bugonia e Pecadores. A cerimônia do Oscar está marcada para o dia 15 de março , com apresentação do comediante Conan O’Brien . Além do sucesso de O Agente Secreto, o Brasil celebra outra indicação importante: Adolpho Veloso concorre a Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem. As indicações consolidam um momento histórico para o audiovisual brasileiro, que volta a chamar atenção do mundo com narrativas fortes, atuações marcantes e reconhecimento técnico.
Por Joao Ribeiro 22 de janeiro de 2026
Goiânia recebe nesta sexta-feira, 23 de janeiro , o projeto Dominguinho , que reúne João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê , três dos principais nomes da nova música brasileira. O show acontece no Centro Cultural Oscar Niemeyer e já vendeu mais de 75% dos ingressos em menos de um mês , confirmando a alta expectativa do público goiano pela apresentação. O espetáculo celebra o álbum “Dominguinho” , vencedor do Grammy Latino 2025 , gravado no Sítio Histórico de Olinda. O projeto apresenta um repertório de 12 faixas , que mistura canções inéditas, sucessos dos artistas e releituras marcantes, com uma proposta intimista que valoriza o afeto, a brasilidade e a força da música popular de raiz. Além do reconhecimento da crítica, o álbum tem forte alcance nas plataformas digitais, somando quase um milhão de streams diários , reflexo da conexão criada entre os artistas e o público. No palco, João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê conduzem um show que transita entre o forró, o sertão e a música nordestina contemporânea, criando uma experiência sensível e próxima do público.  Os ingressos seguem à venda pela plataforma Ticketwork , com opções de pista, frontstage e área VIP. A organização também disponibiliza a meia social , válida para todos mediante a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento. A abertura dos portões está marcada para 18h , e a expectativa é de casa cheia no Oscar Niemeyer.
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