Diaspóricas II - O filme, tem estreia marcada em Goiânia no Sertão Negro

Joao Ribeiro • 26 de junho de 2024

Depois de ser ovacionado no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental  ( FICA), realizado na Cidade de Goiás, nos dias 11 a 16 de junho, Diaspóricas II - O Filme, estréia em Goiânia no dia 29, próximo sábado, às 17 horas nas sessões do Cineclube Maria Grampinho, no Sertão Negro Atêlie e Escola de Artes, localizado na Rua Goiazes, Q. P L.9, Setor Shangri-lá. Ainda serão exibidos dois curtas: Fala Sincera (Yacewara Pataxó, 2023) e Ooni (Lilly Baniwa, 2021). 

 

O evento marca o encerramento do Projeto “Cinemas negros e indígenas para sonhar outros mundo”, realizado pelo Cineclube Maria Grampinho e ao mesmo tempo lança o filme para o público. Após a exibição do filme, com distribuição de suco e pipoca, acontecerá uma roda de conversa com a musicista Kesyde Sheila e a diretora e roteirista do longa Ana Clara Gomes, mediada pela produtora do filme, Jordana Barbosa. 

 

“O longa abre caminho para as mulheres negras que fazem cinema negro feminino, leva-nos a outros públicos, a outros patamares de recepçãos que passarão a conhecer o Projeto Diaspóricas e artistas do cerrado”, reforça a diretora. 

 

Ana Clara ainda afirma que Diaspóricas 2 vem para afirmar o lugar político de fazer, gerar uma economia profissional de cinema, em  que pessoas negras desempenham as funções mais prestigiadas no campo cinematográfico, que são direção, roteiro, montagem e direção de fotografia. “Todas as funções de maior prestígio no universo do cinema são ocupadas por mulheres negras que são capazes e têm trabalhos de excelência”. 

 

 

Na Internet 


Diaspóricas nasce como uma série documental e surge por conta da inquietação do reconhecimento, pela vontade de mostrar o que mulheres negras são capazes de gestar e criar, pelo movimento que sentimos no corpo quando ouvimos uma mulher negra produzir música. Já com duas temporadas disponíveis no YouTube (https://www.youtube.com/@diasporicas1595). Cantando e tocando essas mulheres atravessam fronteiras, sejam elas territoriais ou invisíveis, e solidificam uma relação do corpo feminino com a arte musical.  

 

O longa Diaspóricas, dirigido e roteirizado pela cineasta Ana Clara Gomes, conta a história da MPB, Música Preta Brasileira e afirma que a música brasileira é uma mulher negra e o encontro de mulheres em diáspora é capaz de ressignificar as opressões estruturais do racismo e do sexismo. 

 

As histórias das musicistas goianas Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa se cruzam em um encontro musical e ancestral inédito para rememorar o passado e pensar um afrofuturo de possibilidade ao povo negro. Elas são terra, fogo e ar que, quando se encontram, tornam-se o movimento das águas para fazer fluir a vida por meio da música. 

 

“São profissionais renomadas e com muita competência que produzem um projeto que nasce do coração da diretora Ana Clara e cativa todas as outras mulheres que se aproximam e se envolvem com o projeto Diaspóricas. É um reconhecimento das profissionais que estão envolvidas no projeto”, conceitua Jordana. 

 

Mirando no futuro sem deixar de olhar para a ancestralidade, Diaspóricas é o encontro que as águas sonoras provocam nessa terra tão distante do continente mãe e é pela música que o encontro é possível. Mulheres negras reúnem sons, timbres, ritmos, letras e melodias para mostrar que a música é uma mulher negra em ascendência. 

 

É por meio da música que vidas e histórias são recontadas e ressignificadas. São canções e instrumentos que cantam os sonhos de mulheres que não poderiam ousar devanear. E o longa é a ousadia do sonhar materializada em encontros provocados e impensados, o registro de musicistas que criam mundos com suas vozes e instrumentos musicais. 

 



Sinopse dos filmes: 


Fala Sincera (Yacewara Pataxó, 10 min, 2023) 

 

É a primeira vez que Yacewara viaja sozinha. No meio da aventura, ela envia uma videocarta para sua mãe, Sirleide. Um filme afetivo e íntimo sobre descobertas, pertencimentos e medos do início da vida adulta e de uma relação que se inicia com o audiovisual, realizado durante a oficina de formação audiovisual e política ministrada por Mari Corrêa, Sophia Pinheiro e Mara Vanessa Duarte. 

 

 

Ooni (Lilly Baniwa, 6 min, 2021) 

 

Ooni na língua baniwa quer dizer água. Água preta do Rio Negro, água branca para matar a sede depois de um dia de trabalho na roça. Água de igarapé para se banhar, água para o pajé benzer e curar da doença, água que as mulheres carregam sob suas cabeças. Água parada do lago que assoreou, água suja da cidade que vai cerceando as comunidades. Mulheres Baniwa da comunidade de Itacoatiara-Mirim, cidade de São Gabriel da Cachoeira/Amazonas, trazem no seu corpo-água histórias e danças que compõem suas formas de resistência. 

 

 

Projeto Cinemas negros e indígenas para sonhar outros mundos 

As sessões de cinema e debates do Cineclube Maria Grampinho realizadas neste primeiro semestre de 2024 integram o Projeto “Cinemas negros e indígenas para sonhar outros mundos”, aprovado pela Lei Paulo Gustavo  - Chamada pública nº 001/2023 - Secretaria Municipal de Cultura – Goiânia/GO (Modalidade Apoio à realização de ação de Cineclubes). O projeto visa a formação de público por meio do acesso a cinematografias negras e indígenas; e realizou exibições gratuitas no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes e em escolas públicas de Goiânia.  

 

 

Maria Grampinho 

Fundado e dirigido pela pesquisadora Ceiça Ferreira, o Cineclube Maria Grampinho é um espaço educativo, sem fins lucrativos que visa a democratização da cultura e é também uma opção de lazer na região Norte de Goiânia. O nome do cineclube homenageia essa personalidade negra da Cidade de Goiás e tem como objetivo principal ser um espaço de exibição e discussão de filmes dirigidos, principalmente, por pessoas negras.  

 

 

Serviço: 

O que: Lançamento de Diaspóricas II - O Filme 

Quando: 29 de junho, às 17 horas,  

Onde:  Sertão Negro Atêlie e Escola de Artes - Rua Goiazes Q. P L.09 Setor Shangri-lá 

Entrada gratuita.


Por Joao Ribeiro 3 de julho de 2026
Após sete anos sem lançar um álbum de estúdio, Rincon Sapiência está de volta com "Um Corpo Preto", seu terceiro trabalho de estúdio. Lançado no dia 30 de junho, pelo selo MGoma, o projeto chega às plataformas digitais como uma obra que coloca no centro da narrativa as vivências do corpo preto, a ancestralidade e a potência criativa da música negra. Com 17 faixas, o rapper paulistano apresenta um trabalho que amplia sua pesquisa musical ao transitar por diferentes sonoridades, como rap, samba, reggae, dancehall, afrobeats, funk e música eletrônica. A proposta reafirma a identidade artística de Rincon, conhecido por romper fronteiras dentro do rap nacional sem abrir mão das críticas sociais, da estética afrocentrada e da valorização da cultura negra. Além da diversidade sonora, o álbum reúne participações especiais de Péricles, Dino D'Santiago, Lino Krizz, Funk Buia, Mylena Drague, Marissol Mwaba, Torya, F7rança e Bren9ve, ampliando os diálogos entre diferentes gerações e expressões da música de matriz africana. "Um Corpo Preto" se apresenta como um manifesto artístico sobre identidade, pertencimento e resistência. Ao longo das faixas, Rincon propõe reflexões sobre o significado de existir em um corpo preto na sociedade contemporânea, transformando experiências individuais e coletivas em música. O lançamento sucede "Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps" (2019) e reforça a evolução da trajetória iniciada com "Galanga Livre" (2017), álbum que consolidou Rincon Sapiência como um dos principais nomes da nova geração do rap brasileiro. Com uma produção que mistura ritmos da diáspora africana e letras marcadas por consciência social, criatividade e experimentação, "Um Corpo Preto" reafirma o compromisso do artista em expandir os horizontes da música brasileira, celebrando a cultura negra e suas múltiplas possibilidades de expressão. O álbum já está disponível em todas as principais plataformas de streaming.
Por Joao Ribeiro 16 de junho de 2026
Os fãs da música urbana já podem se preparar para um dos grandes encontros do ano. A Tribo da Periferia e Hungria foram confirmados na programação do Copa Experience Goiânia, que será realizado no dia 20 de junho, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. O evento promete reunir milhares de pessoas em uma celebração marcada por grandes sucessos do rap nacional. Com uma trajetória consolidada na cena musical brasileira, a Tribo da Periferia se destaca por letras que retratam a realidade das periferias, além de mensagens de superação e identidade cultural. O grupo acumula milhões de visualizações nas plataformas digitais e conquistou uma legião de fãs em todo o país com músicas que se tornaram verdadeiros hinos do rap nacional. Já Hungria segue como um dos artistas mais populares do gênero, com uma carreira marcada por hits que misturam rap, hip-hop e elementos da música pop. Além dos palcos, o cantor vive um momento especial com a expectativa em torno do lançamento de seu novo filme, projeto que amplia sua atuação artística e fortalece sua conexão com o público. A Rádio Moov acompanha de perto essa trajetória. Hungria já passou pelos estúdios da emissora e concedeu uma entrevista especial, que está disponível na íntegra em nosso site. E a cobertura do Copa Experience terá um ingrediente a mais: a equipe da Moov prepara conversas exclusivas com Hungria e Tribo da Periferia para trazer aos ouvintes e leitores todos os detalhes dos bastidores, novidades da carreira e os próximos projetos dos artistas.
Por Joao Ribeiro 1 de junho de 2026
Goiânia será palco de um dos maiores eventos universitários do Brasil entre os dias 4 e 7 de junho. O Maior Inter 2026 chega à capital goiana reunindo milhares de estudantes de diversas instituições de ensino em uma programação que combina competições esportivas, integração entre atléticas e grandes festas com atrações nacionais. Durante o dia, os participantes acompanham disputas esportivas em diferentes modalidades no Clube SESI Ferreira Pacheco, no Setor Santa Genoveva. Já à noite, o público segue para a Arena Multiplace, que recebe as tradicionais festas temáticas do evento em formato open bar. A programação musical deste ano traz alguns dos nomes mais populares da cena urbana brasileira. A abertura, na quinta-feira (4), terá como tema “Copa” e contará com apresentações de Hariel e Ebony. Na sexta-feira (5), a noite “Fantasia” recebe Veigh, GP da ZL e Fluxo One. Encerrando a programação principal, o sábado (6) será marcado pela tradicional festa do pijama, com shows de Mayke & Rodrigo, Yuri Redicopa e Noobreak. Entre os destaques do line-up está Hariel, um dos maiores representantes do funk nacional da atualidade. Ebony também chega ao evento vivendo uma das fases mais importantes de sua carreira, consolidada como um dos principais nomes do rap e trap brasileiro. Já Veigh desembarca em Goiânia após uma sequência de sucessos que o colocaram entre os artistas mais ouvidos do país nas plataformas digitais. Além da programação musical, o Maior Inter se destaca por promover a integração entre estudantes universitários de diferentes regiões do Brasil. Ao longo dos anos, o evento se consolidou como uma das maiores experiências do calendário universitário nacional, reunindo esporte, entretenimento e cultura jovem em um único espaço. A expectativa da organização é receber milhares de participantes durante os quatro dias de evento, movimentando não apenas o cenário universitário, mas também setores como turismo, hospedagem e entretenimento na capital goiana. Os ingressos e pacotes para o festival seguem disponíveis por meio da plataforma oficial de vendas do evento. 
Por Joao Ribeiro 27 de maio de 2026
O funk paulista vai ganhar uma releitura inédita no próximo dia 8 de agosto. MC Hariel foi anunciado como protagonista de um espetáculo que mistura funk, música clássica e cultura urbana no Auditório Simón Bolívar, em São Paulo. A proposta transforma sucessos da carreira do artista em versões orquestradas, unindo beats, cordas e metais em uma experiência pensada para aproximar diferentes universos musicais. Batizado pela produção como uma verdadeira “orquestra de fluxo”, o projeto aposta na fusão entre o peso do funk e a grandiosidade da música sinfônica. Além das músicas que marcaram a trajetória de Hariel, o espetáculo também revisita referências que influenciaram sua caminhada artística dentro da cultura periférica. A direção musical fica sob comando de Nave Beatz, produtor conhecido por trabalhos importantes dentro do cenário urbano brasileiro. Já a regência será assinada pelo maestro Xuxa Levy, responsável por conduzir os arranjos que prometem dar uma nova identidade às faixas do cantor. Outro destaque da apresentação será a experiência visual e cenográfica. A direção criativa, assinada por Drica Lara, utilizará a estrutura em semiarena do Auditório Simón Bolívar para aproximar músicos, artista e público, criando uma atmosfera imersiva durante todo o espetáculo. O projeto chega ao Brasil após experiências semelhantes em mercados internacionais como Estados Unidos e África do Sul, onde nomes como Metro Boomin e Asake participaram de apresentações que uniam música urbana e orquestra. Agora, a iniciativa desembarca em São Paulo com a proposta de valorizar o funk brasileiro dentro de uma nova estética musical e performática. MC Hariel é hoje um dos maiores nomes do funk nacional e frequentemente utiliza sua música para abordar temas ligados à periferia, realidade social, família e superação. A apresentação promete justamente ampliar essa conexão emocional por meio de uma sonoridade mais sofisticada, sem perder a essência das ruas. Os ingressos para o espetáculo já estão disponíveis no site oficial do evento.
Por Joao Ribeiro 22 de maio de 2026
Misturando trap, forró e referências da cultura nordestina, o artista lança nesta sexta-feira (22) o single “Drogas e Sanfona”, parceria com. A faixa chega às plataformas digitais via trazendo uma proposta que une a estética urbana do trap com elementos tradicionais do forró. Conhecido também como “Caranguejo do Trap”, Mago de Tarso aposta em uma sonoridade marcada pela presença da sanfona e por influências da música nordestina dentro de uma construção contemporânea. Produzida por Drake D.N, a faixa mistura romance, desejo, lifestyle e referências dos hits dos anos 2000. Segundo o artista, a inspiração para a música veio diretamente do clássico, de, mas reinterpretada dentro do universo nordestino. “‘Drogas e Sanfona’ nasce desse encontro entre o peso do trap e a identidade do forró. A ideia era criar uma sonoridade moderna, mas sem perder o regionalismo, trazendo elementos que fazem parte da nossa cultura para dentro de uma estética mais atual”, comenta Mago de Tarso. A faixa também reforça um movimento que vem aproximando gêneros tradicionais da cultura nordestina da linguagem das ruas, do trap e do streetwear. Para DUPÊ, o objetivo é atualizar o forró sem perder sua essência cultural. “A gente tá trazendo o forró e os gêneros clássicos do Nordeste para uma nova estética, conectada com a juventude de hoje. Não é abandonar a raiz, é colocar a tradição dentro do nosso tempo”, afirma o artista. Além da música, o lançamento também ganha um audiovisual oficial no YouTube, ampliando a proposta estética do projeto. A capa do single traz referências visuais inspiradas na banda, um dos maiores nomes da história do forró nacional. “Drogas e Sanfona” já está disponível em todas as plataformas digitais.
Por Joao Ribeiro 21 de maio de 2026
Entre manobras, concreto, guitarras distorcidas e encontros da cena independente, o Goiânia Crew Attack 2026 transforma novamente o Bacião, no tradicional Setor Sul, em um dos principais pontos de cultura urbana da capital. O evento acontece entre os dias 21 e 24 de maio e chega à 17ª edição reunindo atletas de várias regiões do país, além de nomes da música alternativa e da cena underground brasileira. Mais do que uma competição de skate, o Crew Attack construiu ao longo dos anos uma identidade ligada à ocupação cultural da cidade, misturando esporte, arte, música e convivência em um mesmo espaço. A programação deste ano reforça essa proposta com disputas de obstáculos, oficinas infantis, estreias de vídeos, DJs, bandas e afters espalhados pelo circuito alternativo da Rua 8. Entre os destaques musicais da edição estão os shows das bandas Agnoize, Banana Bipolar, Entropia, de São Paulo, e Papangu, grupo paraibano conhecido por misturar rock progressivo, metal e experimentalismo. A curadoria musical ainda atravessa diferentes vertentes da cena independente com DJ sets de nomes como Daniel de Melo, Arroiz, Gabi Matos, Ju Gonzaga, Poli, The Kidz e Baqueta. No skate, a programação inclui disputas do GCA Open 2026 em diferentes obstáculos espalhados pela pista, como mesa de piquenique, paredinha, corrimão, hubbas e quarter. Também acontecem desafios especiais, como o Monster Ollie Challenge, além da tradicional Mini Crew Attack, voltada para o público infantil. A proposta do evento mantém viva uma característica histórica da cena goianiense: a conexão entre skate e música alternativa. Ao ocupar o espaço público durante quatro dias, o Crew Attack reforça o Bacião como um dos pontos simbólicos da cultura urbana em Goiânia, reunindo diferentes gerações em torno do esporte, da arte independente e da vivência coletiva da cidade. Serviço Goiânia Crew Attack 2026 📍 Praça Maria Angélica (Bacião) – Setor Sul, Goiânia (GO) 📅 21 a 24 de maio 🎟 Entrada gratuita Instagram: @crewattack @ambiente.produ Programação Quinta-feira (21) 16h — Início e reconhecimento para inscritos 17h — DJ Set Rxtazana 19h30 — Black Media F1 Race 20h — Show Agnoize 21h — DJ Set Rxtazana 22h — Encerramento After no Zé Latinhas (Rua 8) com DJ Daniel de Melo Sexta-feira (22) 16h — DJ Set Rhuan 17h — Disputa Heineken 0.0 18h — DJ Set Pacheco 18h — 1º Obstáculo GCA Open 2026 (Mesa de Piquenique) 20h30 — Premières 21h30 — Show Banana Bipolar After no Furna (Rua 8) com Arroiz (SP), Gabi Matos e Cadela Céu Sábado (23) 12h — Início 14h — 2º Obstáculo GCA Open 2026 (Paredinha) 14h — DJ Set Baqueta (CWB) 16h30 — Monster Ollie Challenge 17h — 3º Obstáculo GCA Open 2026 (Escada, corrimão e hubbas) 17h — DJ Set The Kidz (SP) 20h — Show Entropia (SP) After na Dox com Entropia, Nubreak, Cotinz, Ju Gonzaga e DJ Poisnão  Domingo (24) 10h — Mini Crew Attack + Oficina Infantil 14h — 4º Obstáculo GCA Open 2026 (Side Stripe Vans) 14h — DJ Set Ju Gonzaga (Selvática) 16h — DJ Set Poli (Selvática) 17h — 5º Obstáculo GCA Open 2026 (Quarter) 18h — DJ Set Gabi Matos (Selvática) 20h — Premiação 21h — Show Papangu (PB) 22h — Final Feliz
Por Joao Ribeiro 19 de maio de 2026
A trilha sonora da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 já tem nome, elenco e proposta: reunir diferentes gerações e sonoridades da música brasileira em uma faixa que aposta no orgulho nacional e na emoção do torcedor. Lançada pela CBF neste domingo (17), “Bate no Peito” chega às plataformas digitais com vozes de Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Samuel Rosa e Veigh. Com produção musical assinada por Papatinho, a música mistura pagode, trap, funk, pop e piseiro em uma composição que tenta traduzir a diversidade cultural brasileira dentro de uma mesma faixa. A ideia é que a canção acompanhe a entrada da Seleção em campo durante os jogos da Copa do Mundo. Mais do que um hino esportivo tradicional, “Bate no Peito” aposta na força dos artistas e na pluralidade musical para criar identificação com públicos diferentes. A presença de Zeca Pagodinho e Samuel Rosa conecta gerações mais antigas da música brasileira, enquanto Ludmilla, Veigh e João Gomes aproximam a campanha de uma nova geração que consome futebol também através da cultura pop, redes sociais e festivais. A letra da música reforça temas como pertencimento, esperança e orgulho de ser brasileiro, costurando sotaques e estilos musicais distintos em torno da ideia de união nacional durante a Copa. Outro destaque do projeto é o caráter social anunciado pela CBF: segundo a entidade, os royalties arrecadados com a música serão destinados ao Instituto Fome de Música, responsável por transformar os recursos em doações de alimentos. O lançamento acontece às vésperas da convocação oficial da Seleção Brasileira para o Mundial, marcada para esta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, e o Brasil estreia no torneio no dia 13, contra a Escócia. A movimentação também acompanha uma tendência cada vez mais forte no futebol internacional: transformar grandes competições em experiências culturais globais. Recentemente, a Fifa anunciou “Dai Dai”, parceria entre Shakira e Burna Boy, como música oficial da Copa. O Mundial de 2026 também terá, pela primeira vez na história, um show no intervalo da final, com apresentações previstas de Shakira, Madonna e BTS. 
Por Joao Ribeiro 11 de maio de 2026
A 79ª Pecuária de Goiânia 2026 promete ser uma das edições mais animadas dos últimos anos, reunindo grandes nomes da música nacional e eletrônica no Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, na Vila Nova. Entre os destaques da programação estão os DJs Jiraya Uai e Alok, artistas que representam estilos diferentes, mas que conquistam multidões por onde passam. A presença dos dois reforça a diversidade musical do evento, que acontece entre os dias 14 e 24 de maio. Fenômeno do eletrofunk brasileiro, Jiraya Uai sobe ao palco no sábado, 23 de maio, trazendo um show marcado por batidas eletrônicas, mistura de ritmos e muita interação com o público. O artista ganhou destaque nacional nas redes sociais e nos festivais pelo estilo irreverente e pela capacidade de transformar apresentações em verdadeiras festas. Na mesma noite, ele divide a programação com a dupla sertaneja Jads & Jadson, criando uma mistura de sonoridades que promete agitar a arena da Pecuária. Já Alok chega como um dos nomes mais aguardados da edição. Reconhecido internacionalmente, o DJ brasileiro acumula hits de sucesso e apresentações nos maiores festivais do mundo, como Tomorrowland e Rock in Rio. Sua participação na Pecuária de Goiânia mostra como o evento vem ampliando espaço para a música eletrônica, atraindo um público jovem e fortalecendo a conexão entre tradição agropecuária e entretenimento moderno. Além dos shows, a Pecuária de Goiânia 2026 contará com rodeios, exposições, praça de alimentação e diversas atrações culturais. A expectativa é de grande movimentação durante todos os dias do evento, especialmente nas noites comandadas pelos DJs. Com entrada gratuita em várias datas e uma programação diversificada, a festa deve reunir milhares de pessoas e consolidar mais uma vez a Pecuária como um dos maiores eventos populares de Goiás.
Por Joao Ribeiro 7 de maio de 2026
A cena do beatbox e do Hip-hop goiano se mobilizam neste domingo, 10 de maio, para apoiar um dos maiores talentos brasileiros da atualidade. O evento acontece a partir das 17h, na Rua 83, no Setor Sul, no Zona Pub, em Goiânia, em uma edição especial de despedida do artista Penido, que embarca rumo à Alemanha para disputar o Campeonato Mundial de Beatbox 2026, em Berlim. Aos 20 anos, Penido vive um momento histórico na carreira após conquistar uma vaga entre os oito melhores beatboxers do mundo no German Beatbox Championship 2026. O artista garantiu classificação através das seletivas internacionais por vídeo, conhecidas como wildcards, alcançando o 4º lugar no ranking mundial da competição. Além de representar Goiás no cenário internacional, Penido também se tornou referência no fortalecimento da cultura beatbox no Brasil. Campeão nacional recentemente em São Paulo, ele é fundador da CBB Beatbox Community, iniciativa que promove batalhas, eventos e oportunidades para novos artistas da cena independente. O evento de despedida contará com apresentações de nomes da música e da cultura urbana goiana, incluindo Capitu, Serjão, Vida Clara, MC Ghossi, Fabiana Miranda, Léo Martine e o DJ DJ Vidal. Toda a renda arrecadada com ingressos e doações será destinada aos custos da viagem, incluindo passagens, hospedagem e taxas internacionais. Os ingressos estão disponíveis por R$10, além de opções de contribuição solidária através da plataforma Shotgun. O encontro simboliza a força da cultura independente e o apoio coletivo para levar um artista goiano ao palco mundial do beatbox.
Por Joao Ribeiro 4 de maio de 2026
Tem artistas que a gente simplesmente descobre e tem aqueles que fazem parte da nossa história. Pra mim, Shakira está neste lugar. Minha relação com ela começou há mais de 30 anos. Eu tinha 13 quando vi um show no Clube Jaó e já dava pra perceber que tinha algo diferente ali. Era uma energia crua, rock, com uma identidade latina muito forte. Tinha discurso, emoção e, principalmente, uma vontade enorme de estar no palco. Não era só um show. Era necessidade. É bonito pensar que uma artista desse tamanho começou construindo tudo na estrada, rodando o Brasil e passando por cidades fora do eixo. Isso diz muito. Não é só carreira, é formação. É criar presença, verdade. Anos depois, quando subi com a minha primeira banda, Johnny Suxxx n’ the Fucking Boys, no mesmo palco em que ela tocou, senti algo difícil de explicar. Foi uma mistura de realização com pertencimento. Não era só tocar. Era ocupar um lugar que já tinha um significado enorme pra mim. Era fechar um ciclo e começar outro. Era estar exatamente onde eu queria estar: no palco. Por isso, não foi só assistir a mais um espetáculo. Foi um encontro entre quem eu fui, quem eu sou e tudo que a música ajudou a construir no caminho. Olhando de forma mais técnica, o que ela faz ali impressiona. O show funciona como uma linha do tempo viva, que conecta diferentes fases da carreira com inteligência. O repertório alterna momentos de explosão com outros mais íntimos, sem perder o ritmo. A direção de palco é precisa. Sabe quando crescer e quando segurar. A banda é sólida, os arranjos respeitam os clássicos e ainda trazem frescor. E a voz continua ali, forte, reconhecível, cheia de identidade. Mas, mais do que qualquer detalhe técnico, o que marca é a entrega. Mesmo passando por momentos pessoais difíceis, como a saúde do pai pouco antes do show, ela sobe no palco inteira. Sem economizar. Existe um compromisso real de dar tudo. Isso não se improvisa. O palco não aceita mais ou menos. Como dizia Márvio dos Anjos, da banda Cabaré: O PALCO NÃO PODE SER POUCO. E quando esse show acontece em Copacabana, tudo ganha mais peso. Não é só música. É também representatividade. Ver uma mulher latino-americana ocupando esse espaço com essa força é potente. Shakira não está ali só por ela. Ela carrega uma história maior, de mulheres que abriram caminho e afirmaram sua voz em espaços que nem sempre foram feitos pra elas. A escolha dos convidados deixa isso ainda mais especial. Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo não estão ali só como participações. São símbolos da música brasileira. Artistas que ajudaram a construir história e identidade. Colocar essas vozes no palco é mais do que um gesto de carinho com o Brasil. É uma troca real. No fim, o que fica vai além do espetáculo. Fica a sensação de estar diante de uma artista que construiu tudo com consistência, coragem e verdade. Em um momento em que números e algoritmos parecem decidir o que importa, artistas assim lembram que carreira não é só sobre plays. É sobre permanência, conexão e significado. E talvez seja isso que mais me emociona. Aquela garota intensa, cheia de energia, que eu vi lá atrás no Clube Jaó, ainda está ali. Maior, mais madura, mais sofisticada.  Mas com a mesma chama acesa.
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