Thiago Nunes fala sobre bastidores, festivais e o fortalecimento da cena cultural em Goiânia

Com mais de dez anos de atuação na produção cultural, Thiago Nunes construiu sua trajetória começando pelos bastidores operacionais até assumir funções estratégicas como Diretor de Eventos e Produtor Técnico. Ao longo do caminho, acumulou experiências com artistas nacionais, projetos incentivados e festivais que ajudaram a fortalecer a cena independente de Goiânia. Hoje, ele é um dos profissionais que acompanham de perto a transformação da noite na capital, unindo gestão, curadoria e visão de mercado.
Na entrevista a seguir, Thiago fala sobre aprendizados, desafios, impacto social da cultura e o que o motiva a seguir investindo na música e nos eventos da cidade.
Entrevista | Thiago Nunes
Como você começou na produção cultural?
Eu comecei lá atrás trabalhando mais na parte operacional mesmo, produção de palco, ajudando na organização dos eventos, lidando direto com banda, equipe técnica… e fui me apaixonando pelo processo todo. Com o tempo, fui entendendo não só a parte artística, mas também a gestão, o financeiro, a curadoria. Hoje eu já estou há mais de 10 anos nessa área e basicamente respiro produção cultural.
Você já trabalhou com muitos artistas e casas importantes. O que essas experiências te ensinaram?
Me ensinaram principalmente jogo de cintura (risos). Evento nunca sai 100% como planejado, então você precisa ser ágil, resolver problema rápido e manter a calma. Trabalhar com artistas nacionais e internacionais também me trouxe uma visão mais profissional sobre padrão técnico, organização e experiência do público.
O Projeto Eixo Musical foi um marco na sua carreira. Como foi essa experiência?
Foi muito especial. A proposta era levar música e arte para lugares onde normalmente não tem esse tipo de programação, como terminais de ônibus e espaços públicos. Eu cuidava desde a curadoria até a prestação de contas das leis de incentivo. Foi ali que eu realmente entendi o impacto social que a cultura pode ter.
Hoje você atua como Diretor de Eventos e Produtor Técnico. Como é sua rotina?
É intensa (risos). Envolve curadoria, negociação com artista, planejamento financeiro, marketing, logística, som, luz… às vezes estou resolvendo contrato e cinco minutos depois estou conferindo rider técnico. Em 2025, por exemplo, foram mais de 80 eventos só em um dos espaços. Então é muita organização e muita paixão pelo que faço.
Você também está envolvido com festivais importantes. O que mais te motiva nesses projetos?
Fortalecer a cena local. Eu acredito muito na música independente e em criar pontes entre artistas e público. Festival é um desafio enorme, mas quando você vê o público conectado, artistas felizes e a cena crescendo, vale cada segundo.
Qual é o seu diferencial como profissional?
Acho que é justamente ter passado por todas as etapas. Eu já carreguei equipamento, já fui chefe de palco, já cuidei de camarim, já fiz prestação de contas… então hoje, quando eu dirijo um evento, eu entendo cada detalhe do processo. Isso me dá uma visão mais completa e estratégica.












